Frugivoria realizada por aves em diferentes espécies arbóreas em floresta com araucária

Gabriela Rodrigues1,2*

https://orcid.org/0000-0002-9196-271X

* Contato principal

Nêmora Pauletti Prestes1

https://orcid.org/0000-0003-3291-2955

Jaime Martinez1,2

https://orcid.org/0000-0002-7164-1951

Rodrigo Noetzold2

https://orcid.org/0009-0002-3367-8400

Aline Debastiani Rodrigues2

https://orcid.org/0009-0002-2068-4334

1 Associação Amigos do Meio Ambiente (AMA), Departamento de Vida Silvestre/Projeto Charão, Carazinho/RS, Brasil. <*grodrigues.biol@gmail.com, prestes@upf.br, martinez@upf.br>.

2 Universidade de Passo Fundo, Instituto de Ciências Biológicas, Campus I – BR 285, São José, Passo Fundo/RS, Brasil. <projetocharao@upf.br>.

Thalita Batistella2

https://orcid.org/0009-0000-7141-2270

Elisa Costella2

https://orcid.org/0009-0007-4464-670X

Joana Nascimento de Mattos2

https://orcid.org/0000-0002-8866-0948

Luciana Elenice Schuster2

https://orcid.org/0009-0007-3950-6374

Jeanine Signor2

https://orcid.org/0009-0007-2772-995X

Ricardo Grigolo2

RESUMO – A frugivoria e a dispersão de sementes realizadas pelas aves são relações mutualísticas consideradas de grande importância para a manutenção e a regeneração das espécies florestais. Conhecer e compreender as interações ecológicas entre as aves e as plantas auxilia na compreensão de seus processos evolutivos. O objetivo deste estudo foi ampliar o conhecimento sobre as aves que exercem frugivoria e que podem ser potenciais dispersorass de algumas espécies arbóreas nativas de remanescentes de floresta com araucárias. Foram realizadas observações focais de três indivíduos de 12 espécies arbóreas, totalizando 1.080 horas de observação. Observamos as aves visitantes, o número de indivíduos de cada espécie, o tempo da visita, o número de frutos consumidos e o comportamento das aves apanhando os frutos. As observações foram realizadas com o auxílio de binóculos e o observador ficou distante cerca de três metros da planta-mãe no período da manhã, das 6 h e 30 min às 12 h. Registramos a interação de 70 espécies de aves consumindo os frutos das espécies arbóreas estudadas. Deste total, 25 espécies de aves podem ser consideradas dispersoras de suas sementes, sendo que a família Thraupidae foi a que mais se destacou das demais e as aves engoliram a maior parte dos frutos consumidos inteiros. Os resultados obtidos neste estudo ampliam o conhecimento sobre frugivoria demonstrando a importância da interação mutualística que ocorre entre as aves e as espécies arbóreas da floresta com araucárias.

Palavras-chave: Avifauna; dispersão de sementes; interações planta-animal.

Frugivory performed by birds on different tree species in forest with araucaria

ABSTRACT – Frugivory and seed dispersal carried out by birds are mutualistic relationships considered of great importance for the maintenance and regeneration of forest species. Understanding the ecological interactions between birds and plants helps in comprehending their evolutionary processes. The aim of this study was to expand the knowledge about birds that engage in frugivory and may be potential dispersers of some native tree species in remnants of Araucaria Forest. Focal observations were conducted on three individuals of 12 tree species, totaling 1,080 hours of observation. We observed visiting birds, the number of individuals of each species, the duration of the visit, the number of fruits consumed, and the behavior of birds while picking fruits. Observations were made using binoculars, with the observer positioned approximately three meters away from the mother plant in the morning period from 6:30 a.m. to 12:00 p.m. We recorded the interaction of 70 bird species consuming the fruits of the studied tree species. Out of this total, 25 bird species can be considered dispersers of their seeds, with the Thraupidae family standing out the most, and the birds swallowing the majority of the consumed fruits whole. The results obtained in this study expand the knowledge about frugivory, demonstrating the importance of the mutualistic interaction that occurs between birds and tree species in the Araucaria Forest.

Keywords: Birdlife; seed dispersal; plant-animal interactions.

Frugivoría realizada por aves en diferentes especies de árboles en bosque con araucariay

RESUMEN – La frugivoría y la dispersión de semillas llevadas a cabo por las aves son relaciones mutualistas consideradas de gran importancia para el mantenimiento y regeneración de las especies forestales. Conocer y comprender las interacciones ecológicas entre aves y plantas ayuda a entender sus procesos evolutivos. El objetivo de este estudio fue ampliar el conocimiento sobre las aves que realizan la frugivoría y pueden ser potenciales dispersores de algunas especies arbóreas nativas en remanentes del Bosque de Araucaria. Se realizaron observaciones focales de tres individuos de 12 especies de árboles, totalizando 1.080 horas de observación. Observamos las aves visitantes, el número de individuos de cada especie, el momento de la visita, la cantidad de frutos consumidos y el comportamiento de las aves al recolectar los frutos. Las observaciones se realizaron con la ayuda de binoculares y el observador estuvo aproximadamente a tres metros de la planta madre en la mañana, desde las 6:30 am hasta las 12 pm. Registramos la interacción de 70 especies de aves que consumen los frutos de las especies arbóreas estudiadas. De este total, 25 especies de aves pueden considerarse dispersoras de sus frutos o semillas. La familia Thraupidae fue la que más se destacó sobre las demás. Estas especies de aves tragaban la mayoría de los frutos consumidos enteros. Los resultados obtenidos en este estudio amplían el conocimiento sobre la frugivoría al demostrar la importancia de la interacción mutualista que ocurre entre aves y especies de árboles en el Bosque de Araucaria.

Palabras clave: Avifauna; dispersión de semillas; interacciones planta-animal.

Recebido em 01/05/2024 – Aceito em 08/10/2024

Como citar:

Rodrigues G, Prestes NP, Martinez J, Noetzold R, Rodrigues AD, Batistella T, Costella E, Mattos JN, Schuster LE, Signor J, Grigolo R. Frugivoria realizada por aves em diferentes espécies arbóreas em floresta com araucária. Biodivers. Bras. [Internet]. 2025; 15(2): 41-56. doi: 10.37002/biodiversidadebrasileira.v15i2.2610

Introdução

O Brasil é reconhecido como o país detentor da maior diversidade biológica do mundo, com aproximadamente 116 mil espécies animais e 46 mil espécies vegetais registradas [1]. No âmbito da avifauna, o país destaca-se por abrigar cerca de 19% da diversidade global, totalizando 1.971 espécies de aves em seu território [2]. Esse grupo tem o maior número de espécies frugívoras, possuindo espécies altamente dependentes de frutos, importantes para os processos de dispersão [3][4][5].

Na região tropical, cerca de 50-90% das espécies vegetais precisam interagir com animais frugívoros para a reprodução [6][7]. A produção de frutos carnosos por plantas e o consumo por animais é a relação ecológica mais comum na região neotropical [8]. Estima-se que 56% de todas as famílias de aves do mundo são consideradas frugívoras, sendo que 20 a 30% da avifauna neotropical inclui frutos em sua dieta [9]. Sua capacidade de deslocamento para diferentes ambientes torna-as interessantes para esse processo simbiótico, em que os diásporos são levados para longe da planta-mãe, diminuindo as taxas de competição com as plantas adultas e de predação das sementes [10], enquanto as aves beneficiam-se do conteúdo nutricional, geralmente na forma de um pericarpo carnoso [11].

Alguns fatores influenciam diretamente na eficiência da dispersão por aves, dos quais se destacam o número de visitas à planta, o número de sementes consumidas por visita, o tipo de tratamento dado à semente e o local de sua deposição [12]. Além disso, a passagem das sementes pelo trato digestivo de alguns animais produz escarificação química e mecânica, quebrando a dormência das sementes [13][14].

As aves frugívoras estão entre as principais dispersoras de espécies de plantas pioneiras, sendo responsáveis pela dinâmica inicial das comunidades e na regeneração de áreas degradadas [15]. Muitas são adaptadas à vida em ambientes urbanos, enquanto outras frequentam esses locais em busca de alimento em épocas de escassez em seu habitat natural [16] tornando-as potenciais dispersoras de espécies exóticas. Entender como os animais influenciam as populações vegetais e como a distribuição dos recursos alimentares afeta a diversidade de fauna são temas importantes para a conservação e o manejo da vida silvestre [3].

As primeiras discussões acerca da relação entre as aves e os frutos sob o ponto de vista ecológico foram realizadas a partir da década de 60 [17][18][19][20]. Desde então as aves tornaram-se os vertebrados mais estudados em relação à frugivoria. No entanto, apesar do crescente volume de pesquisas sobre ornitocoria, ainda há um vasto campo a ser explorado para aprofundar a compreensão das interações ecológicas e evolutivas entre aves e plantas [9].

A presente investigação busca ampliar o conhecimento das aves que exercem frugivoria em 12 espécies arbóreas nativas do Rio Grande do Sul que integram ambientes de floresta ombrófila mista: Campomanesia xanthocarpa O. Berg, Casearia sylvestris Sw., Cupania vernalis Cambess., Eugenia involucrata DC, Eugenia uniflora L, Ilex paraguariensis A. St.-Hil., Matayba elaeagnoides Radlk, Myrcianthes pungens (O.Berg) D., Symplocos uniflora (Pohl) Benth, Plinia trunciflora (O.Berg) Kausel, Prunus sellowii Koehne e Ocotea puberula (Rich.) Nees; evidenciando aquelas com capacidade de dispersão de suas sementes.

Material e Métodos

O estudo foi conduzido em diferentes municípios da região norte do estado do Rio Grande do Sul, conforme demonstrado na Figura 1, em remanescentes da floresta ombrófila mista, ao longo do período de 2011 a 2019. As espécies vegetais foram estudadas no município de Carazinho (28º 12’34”S, 52º 42’03”W); em Vila Maria (28º 33’ 36” S; 52º 07’ 34” W), em Passo Fundo em três propriedades particulares (28°15’ S, 52º 24’ W); (28°14’17.4”S 52°22’26.1”W) e (28°14’19.0”S 52°23’14.8”W); no Centro de Pesquisas Agropecuárias da Universidade de Passo Fundo (Cepagro) (q) campus I da UPF; em Não-Me-Toque (28º 27’ 33” S; 52º49’15”) e na Estação Ecológica de Aracuri-Esmeralda (28°13’ S; 051°09’W), localizada no município de Muitos Capões. Os exemplares estudados das espécies vegetais encontravam-se em fragmentos florestais nativos nos municípios citados.

Foram observadas 12 espécies arbóreas nativas, distribuídas em sete famílias: Campomanesia xanthocarpa O. Berg (guabiroba), Eugenia involucrata DC. (cereja-do-rio-grande), Eugenia uniflora L. (pitanga), Myrcianthes pungens (O. Berg) D. (guabiju) e Plinia trunciflora (O.Berg) Kausel (jabuticaba), pertencentes à família Myrtaceae. Casearia sylvestris Sw. (cafezinho-do-mato), pertencente à família Salicaceae, Cupania vernalis Cambess. (camboatá-vermelho) e Matayba elaeagnoides Radlk. (camboatá-branco), pertencentes à família Sapindaceae, Ilex paraguariensis A. St.-Hil. (erva-mate), pertencente à família Aquifoliaceae, Symplocos uniflora (Pohl) Benth. (sete-sangrias), pertencente à família Symplocaceae, Prunus sellowii (L.) Urb. (pesseguinho-do-mato), pertencente à família Rosaceae e Ocotea puberula (Rich.) Nees (canela-guaicá), pertencente à família Lauraceae.

Este estudo utilizou o método empregado por Colussi e Prestes [13], com observações focais de três indivíduos de cada espécie, totalizando 36 indivíduos com 30 horas focais para cada espécie (1.080 horas), registrando o consumo de frutos pelas aves em maturação e frutos completamente maduros. Utilizou-se o período das 6h30 às 12 h para a obtenção dos registros, com o auxílio de binóculos cerca de três metros da planta-mãe, com o registro dos seguintes dados: espécies de aves visitantes, o número de indivíduos de cada espécie de ave, se a visita foi considerada completa (quando foi possível observar a ave desde a sua chegada até sua saída) ou incompleta (quando a ave captura o fruto mas não é observado ela ingerindo ou quando se desloca sem se alimentar), o tempo da visita, o número de frutos consumidos, comportamento das aves como o modo de apanhar os frutos, se os frutos foram ingeridos inteiros ou não, e o estágio de maturação dos frutos que foram consumidos.

Os padrões comportamentais adotados pelas aves quanto ao modo de apanhar e se alimentar seguiu a classificação de Moermond e Denslow [21]: colher (“Picking”) quando as aves capturaram o fruto próximo ao poleiro sem estender o corpo; alcançar (“Reaching”) quando as aves estenderam seu corpo para cima e para baixo com o objetivo de alcançar o poleiro e os frutos; adejar (“Hovering”) quando as aves suspenderam-se no ar em frente ao fruto, enquanto batem as asas; pendurar (“Hanging”) quando o corpo inteiro e as pernas da ave ficaram sob o poleiro, com a face ventral voltada para cima; estolar (“Stalling”) quando as aves suspenderam-se no ar em frente ao fruto e usando um ângulo de ataque das asas inclinado desceram lentamente e pousaram em frente ou abaixo do fruto para apanhá-lo.

Os dados foram analisados estatisticamente através do teste de análise de variância (ANOVA), comparando o número de frutos consumidos pelas aves nas diferentes espécies vegetais florestais. Empregou-se o programa estatístico BioEstat versão 5.3 para a realização das análises.

Resultados e Discussão

Frugivoria é o evento mutualístico do consumo de frutos por animais. Implicações para a dispersão de sementes das plantas ocorrem uma vez que as sementes são normalmente ingeridas junto com a polpa dos frutos e posteriormente são regurgitadas ou defecadas intactas a alguma distância da planta-mãe. A dispersão de sementes é o processo pelo qual os diásporos são removidos para alguma distância além do limite da copa da planta-mãe por diferentes vetores, animais ou não (como vento). A dispersão pode ser primária, quando os diásporos são removidos diretamente da copa da planta-mãe, ou secundária, quando as sementes são removidas das fezes ou regurgitos de dispersores primários por agentes que promovem uma etapa posterior da dispersão (como roedores e formigas).

Foram registradas 70 espécies de aves pertencentes a 26 famílias que visitaram as espécies vegetais arbóreas. Entre elas, no consumo de frutos, destaca-se Thraupidae (12 espécies), sendo Thraupis sayaca (n = 1.496), Saltator similis (n = 123) e Pipraeidea melanonota (n = 115). Em seguida a família Tyrannidae (19 espécies), com destaque a Machetornis rixosa (n = 489) e Tyrannus savana (n = 402), seguida da família Turdidae (5 sp), com Turdus rufiventris (n = 949) e Turdus leucomelas (n = 630). A família Parulidae (4 sp), Furnariidae (3 sp), Columbidae (2 sp), Cuculidae (2 sp), Picidae (2 sp), Psittacidae (2 sp), Dendrocolaptidae (2 sp), Tityridae (2 sp), Rhynchocyclidae (2 sp), Icteridae (2 sp) e com uma espécie de ave as famílias Accipitridae, Pipridae, Corvidae, Hirundidae, Mimidae, Pipridae, Polioptilidae, Ramphastidae, Trochilidae, Trogonidae, Troglodytidae, Vireonidae, Passerellidae.

No total foram consumidos 5.224 frutos em 2.192 visitas, com tempo de visita de 25.540 segundos (426 min), sendo que a espécie arbórea que mais se destacou no consumo de frutos por distintas aves foi I. paraguariensis (n = 1.859; 320 visitas), seguida de O. puberula (n = 853; 646 visitas), C. vernalis (n = 811; 324 visitas), M. pungens (n = 535; 246 visitas), E. uniflora (n = 452; 262 visitas), P. trunciflora (n = 319; 178 visitas), C. xanthocarpa (n = 172; 165 visitas), P. sellowi (n = 130), M. elaeagnoides (n = 40), E. involucrata (n = 23; 51 visitas) e S. uniflora (n = 20), conforme apresentado na Tabela 1.

Cada espécie vegetal investigada revelou padrões específicos de interação com as aves. I. paraguariensis, conhecida popularmente como erva-mate, possui frutos drupóides que envolvem as sementes. Carvalho [22] apresenta a dispersão de sementes de I. paraguariensis por sabiás. Logo, em nosso trabalho, I. paraguariensis recebeu visitas de 14 espécies de aves, destacando-se no consumo de frutos imaturos e maduros T. rufiventris (n= 622), T. leucomelas (n= 483) e T. sayaca (n=389), apresentou nove espécies de aves consideradas dispersoras por engolir o fruto inteiro, sendo destacadas T. rufiventris e T. leucomelas.

O. puberula recebeu visitas de 36 espécies com destaque em consumo de frutos por M. rixosa (n= 272) e T. savana (n= 228). Essa é uma das espécies de planta arbórea pioneira tardia mais comuns no Planalto Sul-Brasileiro, cuja floração vai de março a setembro, e a frutificação de dezembro a janeiro, no Rio Grande do Sul. Possui a dispersão de frutos e sementes por zoocoria principalmente por aves, que são atraídas pela coloração vermelha da cúpula que envolve a semente [22]. Em nosso trabalho para O. puberula cinco espécies de aves apresentam potencial de dispersão, destacando T. rufiventris (n= 11) que consumiu seus frutos inteiros. V. olivaceus também foi registrado engolindo o fruto inteiro de O. puberula, realizou visitas curtas, atuando portanto, como um potencial dispersor. Essa parece ser uma característica do gênero, pois segundo Greenberg et al. [23] espécies de Vireo podem explorar diásporos arilados e agir como dispersores de sementes.

C. xanthocarpa foi visitada por aves de 22 espécies, T. sayaca (n = 141) sendo o principal consumidor de frutos maduros seguido de A. pretrei (n = 18). E. involucrata recebeu visitas de 17 espécies de aves com destaque de consumo no mês de dezembro para C. chrysopterus (n = 14). No entanto, esta espécie de ave colhe os frutos e descarta as sementes sobre as árvores, não podendo ser considerada potencial dispersora. E. uniflora recebeu visitas de 11 espécies de aves destacando-se no consumo de frutos imaturos e maduros T. sayaca (n = 390) e T. viridis (n = 19), foi observado T. leucomelas (n = 14), T. rufiventris (n = 6) e T. subalaris (n= 4) engolindo o fruto inteiro, apresentando potencial dispersor para E. uniflora.

M. pungens recebeu visitas de cinco espécies de aves, destacando-se com frutos consumidos T. sayaca (n = 422). Em P. trunciflora nove espécies de aves visitaram, destacando-se no consumo de frutos T. sayaca (n= 94) e S. similis (n= 82); estas espécies visitantes comeram a polpa dos frutos descartando a semente, não sendo consideradas boas dispersoras para a espécie. S. preciosa, que também consumiu frutos de P. trunciflora e C. vernalis, é considerada dispersora de sementes de Schinus terebinthifolius por engolir os frutos inteiros [24]. P. sellowii obteve visitas de 10 espécies, destacando-se no consumo de frutos F. rufus (n= 31) e Elaenia sp (n= 27). C. sylvestris recebeu visitas de três espécies de aves, porém não foi observado o consumo de frutos.

C. vernalis recebeu visitas de 40 espécies de aves, destacando-se no consumo de frutos T. rufiventris (n = 266) e M. rixosa (n = 217) e como dispersor T. rufiventris (n = 36) que colheu os frutos e engoliu os mesmos inteiros, P. frontalis e S. similis destruíram as sementes da espécie arbórea. P. frontalis também destruiu as sementes dos frutos de O. puberula, esta espécie de ave já é conhecida por apresentar o mesmo comportamento para P. trunciflora onde descarta a semente sob a planta-mãe, não sendo considerada boa dispersora [13]. M. elaeagnoides recebeu visitas de oito espécies, destacando-se em consumo de frutos T. rufiventris (n = 12) e M. pitangua (n = 8). S. uniflora recebeu visitas de cinco espécies, destacando-se no consumo de frutos P. dumicola (n = 7). Com relação aos comportamentos, o de “colher” foi o mais utilizado, com T. rufiventris sendo observado fazendo isso 569 vezes, T. leucomelas 422 vezes e T. sayaca 333 vezes, conforme apresentado na Tabela 2.

Houve diferença estatística significativa em relação ao consumo de frutos e para todas as espécies arbóreas estudadas (p = 0,00497).

No Brasil, segundo o Comitê Brasileiro de Regis-tros Ornitológicos [25], foram registradas 47 das 96 famílias de aves consumidoras de frutos e/ou semen-tes, 19 das 69 famílias (27,5%) de não-passeriformes possuem representantes frugívoros, enquanto 29 das 67 famílias de passeriformes (43,3%) incluem frutos em suas dietas [26]. Quanto aos psitacídeos, os frutos compõem a maior parte de sua dieta e os frutos da família Myrtaceae estão incluídos na sua alimentação, quase sempre consumindo mais a semente do que a polpa [27].

Em um estudo sobre o comportamento da avifauna na captura e manipulação de frutos de Trichilia claussenii (Meliaceae), relatou-se que os atributos de atração mais evidentes para as aves foram a coloração e a acessibilidade dos frutos que estavam em posições terminais, apresentando pedicelos longos [28]. Espécies de aves como T. rufiventris, Z. Capensis e F. rufus são conhecidas por descartar a semente sob a planta-mãe, não favorecendo a dispersão de Erythroxylum deciduum e Nectandra lanceolata. Os indivíduos das espécie P. sulphurathus, T. savana e T.sayaca engolem os frutos inteiros carregando-os para outro local, agindo assim como potenciais dispersores das mesmas espécies arbóreas [29].

Krügel e Behr [30] estudaram as aves que utilizam frutos de Schinus terebinthifolius e verifica-ram que a passagem pelo tubo digestivo de algumas aves antecipa o tempo de germinação de suas sementes e eleva o seu percentual de germinação, em comparação com as sementes in natura. Neste estudo, a maioria das aves apresentou o comportamento de engolir o fruto inteiro com a semente. As aves também utilizam notadamente o método de comer apenas a polpa do fruto e descartar a semente, com destaque para a espécie de ave T. sayaca. De acordo com Sick [31] T. sayaca não é considerada dispersora de sementes por descartar os diásporos e deixá-los cair sobre a planta-mãe. A espécie é conhecida por apresentar este comportamento em sementes de I. paraguariensis [13]. Neste estudo, observou-se T. sayaca comendo apenas a polpa dos frutos e descartando a semente em I. paraguariensis, C. xanthocarpa, E. uniflora e M. pungens não sendo considerada dispersora destas espécies arbóreas.

Do total de espécies de aves que consumiram os frutos, 25 espécies apresentaram potencial de dispersão para seis espécies arbóreas. Sendo elas: C. chrysopterus, C. chrysops, Elaenia sp, M. pitangua, M. saturninus, M. bonariensis, M. maculatus, P. pitiayumi, P. ventralis, P. sulphuratus, P. frontalis, R. dicolorus, S. similis, S. ruficapilla, T. preciosa, T. viridis, T. sayaca, T. surrucura, T. albicollis, T. leucomelas, T. rufiventris, T. subalaris, T. melancholicus, V. olivaceus e Z. capensis. Essas espécies engoliram a maior parte dos frutos inteiros, ou seja, não danificam suas sementes, sendo possível a germinação das mesmas se depositadas em solo adequado.

Conclusão

Os resultados deste estudo demonstram a relevância das interações mutualísticas entre a avifauna e as espécies arbóreas nativas, especialmente no contexto da restauração ecológica. A dispersão de sementes realizada pelas aves desempenha um papel fundamental no sucesso reprodutivo de espécies como Ilex paraguariensis e Ocotea puberula, promovendo a regeneração natural das florestas e a conectividade entre fragmentos vegetacionais.

As espécies arbóreas fornecem recursos alimentares essenciais, e as aves frugívoras, ao consumirem seus frutos, atuam como vetores naturais de sementes, favorecendo sua dispersão para áreas degradadas. Entre as aves mais relevantes nesse processo, destacam-se Turdus rufiventris e Turdus leucomelas, que contribuem significativamente para a estruturação e recuperação da vegetação. Além de seu papel na dispersão de sementes, a avifauna influencia positivamente a dinâmica ecológica ao facilitar a sucessão vegetal, aumentar a diversidade de espécies e restaurar funções ecossistêmicas perdidas em paisagens fragmentadas. No entanto, para que essas interações sejam mantidas, é essencial garantir a conservação dos habitat e a conectividade das áreas naturais.

Ainda há diversas lacunas a serem preenchidas sobre as interações ecológicas e evolutivas entre aves frugívoras e plantas, especialmente no bioma da floresta ombrófila mista. O aprofundamento desses estudos pode fornecer subsídios para estratégias mais eficazes de restauração ecológica, reforçando a necessidade de proteger e manejar adequadamente os ecossistemas que sustentam essas interações fundamentais para a biodiversidade.

Referências

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Figura 1 – Localização dos municípios das áreas de estudo no estado do Rio Grande do Sul.

Diagrama, Mapa

O conteúdo gerado por IA pode estar incorreto.

Tabela 1 – Espécies de aves que consumiram os frutos das espécies florestais estudadas.

Família / Espécie arbórea

Espécie de aves

N° visitas

Tempo de visita (seg)

N° frutos consumidos

Aquifoliacea / Ilex paraguariensis

Zonotrichia capensis

1

-

3

Molothrus bonariensis

1

60

3

Mimus saturninus

16

148

145

Chiroxiphia caudata

3

110

21

Pipraeidea melanonota

2

165

28

Saltator similis

3

35

17

Thraupis sayaca

77

167

389

Turdus leucomelas

77

101

483

Turdus rufiventris

74

129

622

Elaenia sp

8

88

10

Megarynchus pitangua

2

90

8

Phylloscartes ventralis

53

46

118

Pitangus sulphuratus

1

60

4

Tyrannus melancholicus

2

27

8

Lauracea / Ocotea puberula

Elanoides forficatus

1

-

-

Columba livia

1

60

1

Zenaida auriculata

3

200

-

Piaya cayana

1

60

-

Microspingus cabanisi

6

115

-

Sicalis flaveola

3

80

-

Sporophila caerulescens

1

60

-

Zonotrichia capensis

31

130

28

Furnarius rufus

5

60

16

Tachycineta leucorrhoa

2

180

3

Molothrus bonariensis

3

120

2

Mimus saturninus

7

68

3

Basileuterus culicivorus

7

145

10

Myiothlypis leucoblephara

5

66

-

Setophaga pitiayumi

6

150

-

Pyrrhura frontalis

5

300

27

Ramphastos dicolorus

2

90

14

Pipraeidea melanonota

1

60

1

Poospiza nigrorufa

1

60

2

Stilpnia preciosa

1

120

-

Thraupis sayaca

17

28

47

Tachyphonus coronatus

1

60

1

Volatinia jacarina

4

30

9

Leucochloris albicolis

1

60

-

Trogon surrucura

2

240

2

Troglodytes musculus

3

90

-

Turdus albicollis

305

191

5

Turdus leucomelas

14

47

94

Turdus rufiventris

10

120

11

Camptostoma obsoletum

1

120

-

Elaenia sp

4

90

2

Machetornis rixosa

79

76

272

Pitangus sulphuratus

23

166

79

Satrapa icterophrys

1

60

1

Tyrannus savana

85

167

228

Vireo olivaceus

4

120

5

Myrtacea / Campomanesia xanthocarpa

Microspingus cabanisi

2

90

-

Sicalis flaveola

1

60

-

Zonotrichia capensis

3

80

-

Thamnophilus caerulescens

1

120

-

Cacicus chrysopterus

2

20

2

Molothrus bonariensis

1

76

1

Basileuterus culicivorus

5

96

-

Myiothlypis leucoblephara

13

97

-

Veniliornis spilogaster

1

240

-

Amazona pretrei

6

370

18

Pyrrhocoma ruficeps

4

120

1

Saltator similis

1

120

1

Thraupis sayaca

100

2894

141

Trichothraupis melanops

1

180

-

Turdus albicollis

3

120

-

Turdus amaurochalinus

2

44

2

Turdus leucomelas

2

150

-

Turdus rufiventris

9

127

3

Elaenia sp

2

13

2

Myiodynastes maculatus

4

44

1

Phyllomyias fasciatus

1

60

-

Vireo olivaceus

1

120

-

Myrtacea / Eugenia involucrata

Cyanocorax chrysops

2

90

-

Lepidocolaptes falcinellus

1

120

-

Zonotrichia capensis

1

120

-

Syndactyla rufosuperciliata

1

120

-

Cacicus chrysopterus

7

343

14

Basileuterus culicivorus

2

90

-

Myiothlypis leucoblephara

11

98

-

Celeus flavescens

1

60

-

Saltator similis

2

90

-

Turdus albicollis

5

96

1

Turdus leucomelas

1

120

-

Turdus rufiventris

5

216

2

Lathrotriccus euleri

1

120

-

Myiodynastes maculatus

6

85

4

Pachyramphus validus

2

60

-

Tyrannus melancholicus

2

150

2

Vireo olivaceus

1

180

-

Myrtaceae / Eugenia uniflora

Setophaga pitiayumi

1

12

1

Ramphastos dicolorus

1

10

2

Pipraeidea melanonota

2

25

2

Saltator similis

6

70

4

Thraupis sayaca

213

90

390

Tersina viridis

14

153

19

Turdus leucomelas

11

31

14

Turdus rufiventris

6

61

6

Turdus subalaris

2

40

4

Elaenia sp

2

20

2

Synallaxis ruficapilla

4

148

8

Myrtaceae / Myrcianthes pungens

Pyrrhura frontalis

2

1122

9

Pipraeidea melanonota

8

362

83

Thraupis sayaca

229

3523

422

Turdus leucomelas

-

-

9

Turdus rufiventris

7

808

12

Myrtaceae / Plinia trunciflora

Cyanocorax chrysops

3

108

4

Pyrrhura frontalis

8

277

22

Cacicus chrysopterus

30

126

61

Saltator similis

47

183

82

Stilpnia preciosa

29

190

44

Thraupis sayaca

54

206

94

Turdus albicollis

2

-

3

Turdus leucomelas

4

213

8

Turdus rufiventris

1

-

1

Rosaceae / Prunus sellowii

Dendrocolaptes platyrostris

-

-

6

Furnarius rufus

-

-

31

Thraupis sayaca

-

-

6

Tersina viridis

-

-

16

Turdus albicollis

-

-

2

Turdus rufiventris

-

-

14

Camptostoma obsoletum

-

-

11

Elaenia sp

-

-

27

Legatus leucophaius

-

-

3

Megarynchus pitangua

-

-

14

Salicaceae / Casearia sylvestris

Pipraeidea melanonota

-

-

-

Turdus rufiventris

-

-

-

Tyrannus savana

-

-

-

Sapindacea / Cupania vernalis

Elanoides forficatus

1

-

3

Zenaida auriculata

2

180

-

Piaya cayana

1

180

-

Guira guira

3

120

-

Coryphospingus cucullatus

4

90

-

Microspingus cabanisi

2

120

-

Zonotrichia capensis

21

177

5

Furnarius rufus

2

150

1

Tachycineta leucorrhoa

2

180

3

Molothrus bonariensis

2

120

10

Basileuterus culicivorus

2

100

5

Myiothlypis leucoblephara

3

100

-

Geothlypis aequinoctialis

1

120

-

Setophaga pitiayumi

4

150

-

Pyrrhura frontalis

3

600

11

Ramphastos dicolorus

2

90

14

Hemithraupis guira

2

180

-

Pipraeidea melanonota

6

352

1

Poospiza nigrorufa

1

-

2

Saltator similis

7

154

13

Stilpnia preciosa

7

67

8

Thraupis sayaca

2

120

2

Volatinia jacarina

4

30

9

Trogon surrucura

11

60

11

Troglodytes musculus

3

80

-

Turdus albicollis

2

150

1

Turdus leucomelas

8

40

22

Turdus rufiventris

72

216

266

Attila phoenicurus

4

255

-

Camptostoma obsoletum

1

60

-

Elaenia sp

1

180

-

Leptopogon amaurocephalus

2

45

-

Machetornis rixosa

60

80

217

Myiodynastes maculatus

4

128

6

Phyllomyias fasciatus

1

120

-

Pitangus sulphuratus

9

174

22

Satrapa icterophrys

1

60

2

Tityra cayana

1

180

-

Tyrannus savana

58

50

174

Vireo olivaceus

2

90

3

Sapindacea / Matayba elaeagnoides

Furnarius rufus

-

-

2

Tersina viridis

-

-

4

Turdus albicollis

-

-

6

Turdus amaurochalinus

-

-

4

Turdus rufiventris

-

-

12

Megarynchus pitangua

-

-

8

Myiarchus swainsoni

-

-

4

Pitangus sulphuratus

-

-

-

Symplocacea / Symplocos uniflora

Furnarius rufus

-

-

2

Polioptila dumicola

-

-

7

Saltator similis

-

-

6

Thraupis sayaca

-

-

5

Tabela 2 – Comportamento de alimentação das aves que consumiram as espécies arbóreas.

Espécie 

Comportamento de alimentação

Modo de dispersão

Colher

Alcançar

Pendurar

Adejar

Estolar

EFI

DSP

DES

CP

Campomanesia xanthocarpa

Amazona pretrei

1

17

-

-

-

-

-

-

-

Elaenia sp

-

2

-

-

-

-

-

-

-

Cacicus chrysopterus

-

1

-

-

-

-

-

-

-

Molothrus bonariensis

-

1

-

-

-

-

-

-

-

Myiodynastes maculatus

-

1

-

-

-

-

-

-

-

Pipraeidea melanonota

3

4

1

-

-

-

-

-

-

Pyrrhocoma ruficeps

1

-

-

-

-

-

-

-

-

Saltator similis

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Thraupis sayaca

18

88

23

-

-

-

-

-

-

Turdus amaurochalinus

-

1

-

-

-

-

-

-

-

Turdus rufiventris

-

3

-

-

-

-

-

-

-

Eugenia involucrata

Cacicus chrysopterus

13

1

-

-

-

1

13

-

-

Myiodynastes maculatus

4

-

-

-

-

4

-

-

Turdus albicollis

1

-

-

-

-

1

-

-

Turdus rufiventris

1

1

-

-

-

-

2

-

-

Tyrannus melancholicus

1

1

-

-

-

-

2

-

-

Eugenia uniflora

Elaenia sp

-

-

-

2

-

-

-

-

2

Mimus saturninus

2

7

-

-

-

-

-

-

-

Setophaga pitiayumi

-

1

-

-

-

-

-

-

1

Pipraeidea melanonota

1

-

-

-

-

-

-

-

-

Pitangus sulphuratus

4

-

-

-

-

-

-

-

-

Ramphastos dicolorus

2

-

-

-

-

-

-

-

2

Saltator similis

5

3

-

1

-

-

-

-

11

Synallaxis ruficapilla

4

3

-

-

-

-

-

-

8

Thraupis sayaca

219

124

9

4

-

-

-

-

390

Tersina viridis

10

4

2

2

-

-

-

-

19

Turdus leucomelas

9

3

-

-

-

14

-

-

-

Turdus rufiventris

16

4

-

-

-

6

-

-

-

Turdus subalaris

3

-

-

-

-

4

-

-

-

Tyrannus savana

-

-

-

1

-

-

-

-

-

Mircianthes pungens

Pipraeidea melanonota

3

2

1

-

-

-

-

-

-

Pyrrhura frontalis

9

-

-

-

-

-

-

-

-

Thraupis sayaca

1

40

11

-

-

-

-

-

-

Turdus leucomelas

-

-

6

-

-

-

-

-

-

Turdus rufiventris

3

7

-

-

-

-

-

-

-

Plinia trunciflora

Cacicus chrysopterus

59

2

-

-

-

-

-

-

61

Cyanocorax chrysops

4

-

-

-

-

-

-

-

4

Pyrrhura frontalis

22

-

-

-

-

-

-

-

22

Saltator similis

82

-

-

-

-

-

-

-

82

Stilpnia preciosa

43

-

1

-

-

-

-

-

44

Thraupis sayaca

93

1

-

-

-

-

-

-

94

Turdus albicollis

3

-

-

-

-

-

-

-

3

Turdus leucomelas

8

-

-

-

-

-

-

-

8

Turdus rufiventris

1

-

-

-

-

-

-

-

1

Cupania vernalis

Myiodynastes maculatus

6

-

-

-

-

6

-

-

-

Pipraeidea melanonota

-

1

-

-

-

1

-

-

Pitangus sulphuratus

6

1

-

-

-

7

-

-

-

Pyrrhura frontalis

-

11

-

-

-

-

-

11

-

Saltator similis

10

3

-

-

-

-

-

13

-

Stilpnia preciosa

1

7

-

-

-

-

8

-

-

Thraupis sayaca

-

2

-

-

-

-

2

-

-

Trogon surrucura

-

-

-

-

9

9

-

-

-

Turdus albicollis

1

-

-

-

-

1

-

-

-

Turdus rufiventris

34

2

-

-

-

36

-

-

-

Ilex paraguariensis

Chiroxiphia caudata

21

-

-

-

-

-

-

-

-

Elaenia sp

1

-

1

8

-

10

-

-

-

Megarhynchus pitangua

5

3

-

-

-

8

-

-

-

Mimus saturninus

123

22

-

-

-

145

-

-

-

Molothrus bonariensis

3

-

-

-

-

3

-

-

-

Pipraeidea melanonota

11

17

-

-

-

-

-

-

-

Pitangus sulphuratus

1

-

-

-

-

4

-

-

-

Phylloscartes ventralis

78

3

2

35

-

118

-

-

-

Saltator similis

17

-

-

-

-

-

-

-

17

Thraupis sayaca

333

52

4

-

-

-

-

-

389

Turdus leucomelas

422

51

-

10

-

483

-

-

-

Turdus rufiventris

569

47

-

6

-

622

-

-

-

Tyrannus melancholicus

8

-

-

-

-

8

-

-

-

Zonotrichia capensis

3

-

-

-

-

-

-

-

3

Ocotea puberula

Elaenia sp

-

2

-

-

-

2

-

-

-

Pitangus sulphuratus

7

-

-

-

-

7

-

-

-

Pyrrhura frontalis

-

27

-

-

-

-

-

27

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Turdus albicollis

4

1

-

-

-

5

-

-

-

Turdus rufiventris

13

-

-

-

-

11

2

-

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Vireo olivaceus

-

2

-

 

-

2

 

-

-

Modo de dispersão: EFI = engole o fruto inteiro; DSP = descarta a semente sob a árvore; DES = destrói a semente; e CP = come apenas a polpa.

Biodiversidade Brasileira – BioBrasil.

Fluxo Contínuo e Edições Temáticas:

• Sustentabilidade da Araucária

• Programa Nacional de Monitoramento da Biodiversidade – Programa Monitora

n.2, 2025

http://www.icmbio.gov.br/revistaeletronica/index.php/BioBR

Biodiversidade Brasileira é uma publicação eletrônica científica do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) que tem como objetivo fomentar a discussão e a disseminação de experiências em conservação e manejo, com foco em unidades de conservação e espécies ameaçadas.

ISSN: 2236-2886