Espécies frutíferas comestíveis em áreas florestais no município de Mâncio Lima, Acre

Evandro José Linhares Ferreira1*

https://orcid.org/0000-0001-9591-9615

* Contato principal

Ítalo Felipe Nogueira Ribeiro2

https://orcid.org/0000-0003-0498-6949

Romário de Mesquita Pinheiro1

https://orcid.org/0000-0003-0484-8351

Quétila Souza Barros1

https://orcid.org/0000-0001-7486-3384

Douglas Tavares da Costa1

https://orcid.org/0009-0007-5125-7710

1 Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia/INPA, Núcleo de Pesquisas no Acre/NPAC, Rio Branco/AC, Brasil. <evandroferreira@hotmail.com, romario.ufacpz@hotmail.com, quetilabarros@gmail.com, douglastavares698@gmail.com, franscico.ferreira@sou.ufac.br, henrique.carvalho@sou.ufac.br, islacamile16@gmail.com, kelysomar.santos@sou.ufac.br, vitoriapenedo99@gmail.com>.

2 Universidade Federal do Acre/UFAC, Programa de Pós-Graduação em Ciência Florestal/CIFLOR, Rio Branco/AC, Brasil. <italo080@live.com>.

Francisco de Assis Ferreira da Silva1

https://orcid.org/0009-0000-6431-8921

Henrique Pereira de Carvalho1

https://orcid.org/0009-0001-0241-6814

Isla Camile Araújo de Oliveira1

https://orcid.org/0009-0006-3281-9389

Kelysomar Olivencio Santos1

https://orcid.org/0009-0003-8094-211X

Vitória Emily Penedo da Silva1

https://orcid.org/0009-0002-3679-6613

RESUMO – As áreas florestais na Amazônia apresentam alta diversidade de espécies frutíferas comestíveis. Apesar de pouco difundidas na culinária e nos mercados regional e nacional, é importante identificar e estudar essas espécies tendo em vista a promoção da soberania alimentar e a valoração das florestas remanescentes. Este trabalho objetivou verificar a ocorrência de espécies frutíferas comestíveis nativas em áreas florestais de três propriedades rurais no município de Mâncio Lima, no extremo oeste do estado do Acre. Em cada propriedade foram percorridas trilhas de 6 km de extensão, catalogando-se, com o auxílio de um parataxonomista, as espécies frutíferas localizadas até 10 m do eixo das trilhas. Foram identificadas 60 espécies frutíferas de 42 gêneros e 23 famílias botânicas. As famílias mais diversificadas foram Arecaceae (11 spp.), Malvaceae (7 spp.) e Annonaceae (5 spp.). Apesar do elevado número de espécies, sua exploração comercial é limitada ou inexistente, mesmo no mercado local da cidade de Mâncio Lima.

Palavras-chave: Amazônia; floresta nativa; exploração; frutos comestíveis; mercado.

Edible fruit species in forest areas in the municipality of Mâncio Lima, Acre

ABSTRACT – Forest areas in the Amazon region have a high diversity of edible fruit species. Although most of them are still not widely used in cooking and in regional and national markets, it is important to identify and study these species with a view to promoting the food sovereignty of traditional forest-dwelling communities and enhancing the value of the remaining forests where these species are found. The aim of this study was to verify the occurrence of native edible fruit specie in forest areas on three rural properties in the municipality of Mâncio Lima, in the far west of the state of Acre. On each property, 6 km-long trails were covered and all fruit species located up to 10 m from the trail axis were catalogued with the help of a parataxonomist. A total of 60 fruit species were identified, belonging to 42 genera and 23 botanical families. The most diverse families were Arecaceae (11 spp.), Malvaceae (7 spp.) and Annonaceae (5 spp.). Despite the large number of species identified, their commercial exploitation is limited or non-existent in the local market in the city of Mâncio Lima.

Keywords: Amazon; palm tree; management; edible fruit; market.

Especies frutales comestibles en áreas forestales del municipio de Mâncio Lima, Acre

RESUMEN – Las áreas forestales de la Amazonia presentan una gran diversidad de especies frutales comestibles. A pesar de que la mayoría de ellas todavía no son ampliamente utilizadas en la cocina y en los mercados nacionales y regionales, es importante identificar y estudiar estas especies con el fin de promover la soberanía alimentaria de las comunidades tradicionales que viven en los bosques y aumentar el valor de los bosques restantes donde se encuentran estas especies. El objetivo de este estudio fue verificar la presencia de especies frutales nativas comestibles en áreas forestales de tres propiedades rurales del municipio de Mâncio Lima, en el extremo oeste del estado de Acre. En cada propiedad se recorrieron 6 km de senderos y se catalogaron, con la ayuda de un parataxónomo, las especies frutales localizadas hasta 10 m del eje del sendero. Se identificaron un total de 60 especies frutales, pertenecientes a 42 géneros y 23 familias botánicas. Las familias más diversas fueron Arecaceae (11 spp.), Malvaceae (7 spp.) y Annonaceae (5 spp.). A pesar del gran número de especies identificadas, su explotación comercial es limitada o inexistente en el mercado local de la ciudad de Mâncio Lima.

Palabras clave: Amazonia; palma; manejo; frutos comestibles; mercado.

Recebido em 12/11/2024 – Aceito em 27/05/2025

Como citar:

Ferreira EJL, Ribeiro IFN, Pinheiro RM, Barros QS, Costa DT, Silva FAF, Carvalho HP, Oliveira ICA, Santos KO, Silva VEP. Espécies frutíferas comestíveis em áreas florestais no município de Mâncio Lima, Acre. Biodivers. Bras. [Internet]. 2025; 15(3): 54-63. doi: 10.37002/biodiversidadebrasileira.v15i3.2765

Introdução

Na Amazônia brasileira estima-se a ocorrência de mais de 200 espécies de plantas produtoras de frutos comestíveis, que representam cerca de 44% da diversidade de espécies frutíferas nativas do Brasil [1].

Apesar do potencial econômico comprovado de algumas espécies de frutíferas nativas da Amazônia [2], a grande maioria é pouco conhecida e encontrada somente em estado selvagem nas florestas da região. Quando exploradas, quase sempre é de forma eventual pelos habitantes do entorno das florestas onde elas ocorrem visando o consumo doméstico familiar [3].

Devido ao fato de a maioria dessas espécies frutíferas ter sido pouco estudada e apenas uma minoria domesticada ou semidomesticada, um número muito limitado delas foi incorporado ao agronegócio de frutas no país, podendo-se citar como exemplos o açaí (Euterpe oleracea Mart. e E. precatoria Mart.), cacau (Theobroma cacao L.), maracujá (Passiflora edulis Sims.), ingá (Inga edulis Martius) e o guaraná (Paullinia cupana var. sorbilis (Mart.) Ducke [4][5].

Outras espécies, apesar de domesticadas, atin-giram importância mercadológica apenas regional, com destaque para o bacuri (Platonia insignis Mart.), cupuaçu (Theobroma grandiflorum (Willd. ex Spreng.) K.Schum.) e a pupunha (Bactris gasipaes Kunth) [1][4][6]. Uma exceção é o mapati (Pourouma cecropiifolia Mart.), uma frutífera nativa domesticada no alto rio Solimões, cujo centro de comércio se restringe até hoje à sua região de origem [7].

Algumas espécies nunca foram domesticadas e têm seus frutos explorados de forma extrativista e comercializados apenas localmente, como a bacaba (Oenocarpus bacaba Mart.), buriti (Mauritia flexuosa L.f.), patauá (Oenocarpus bataua Mart.) sapota-do-solimões (Matisia cordata Bonpl.) e tucumã (Astrocaryum tucuma Mart.). A exceção notável é a castanha do Brasil (Bertholletia excelsa Bonpl.), cujas sementes são intensamente coletadas na floresta e comercializadas globalmente [8][9][10].

O acelerado processo de desmatamento das áreas florestais provocado pela ação antrópica na Amazônia nos últimos anos [11] representa uma ameaça à conservação da diversidade e do potencial genético representado pelas espécies frutíferas nativas que nelas ocorrem.

No Acre estima-se que mais de 50% das frutas consumidas são importadas de outras regiões do país [12]. Pesquisas voltadas ao estudo da diversidade e do potencial de exploração extrativista e cultivo de espécies frutíferas nativas no Acre, realizadas a partir do princípio da década de 80, indicaram oito espécies florestais arbóreas locais e nove espécies arbóreas e arbustivas nativas de outras regiões da Amazônia brasileira que poderiam ser exploradas e cultivadas [13][14]. No que concerne às espécies florestais nativas do Acre com potencial de explora-ção extrativista, a quantidade e a diversidade são extensas [15].

O presente estudo teve por objetivo verificar a ocorrência e a diversidade de espécies de frutíferas nativas encontradas espontaneamente em áreas florestais no município de Mâncio Lima.

Material e Métodos

O estudo foi realizado em três propriedades rurais localizadas no entorno da cidade de Mâncio Lima (7°36’47” S; 72°54’28” W. Alt. 195 m), cidade capital do município homônimo. A primeira estava localizada na altura do km 14 do ramal Feijão Insoso (antiga BR-364); a segunda no km 12 do ramal do Banho; e a terceira no rio Moa, subindo cerca de 1h30 a partir de Mâncio Lima, no Seringal Belo Monte.

Mâncio Lima está localizada na extremidade ocidental do Acre, distante 660 km por via terrestre (rodovia BR-364) de Rio Branco, capital do estado do Acre. O município possui área de 4.672,321 km² e abriga uma população de 19.311 habitantes [16] (Figura 1).

O município de Mâncio Lima está inserido na zona climática equatorial quente, com temperaturas médias acima de 18 °C em todos os meses do ano, com tipo climático superúmido com subseca [17].

A precipitação anual é similar à do município de Cruzeiro do Sul (2.169 mm), distante apenas 30 km. Não ocorre mês seco, mas apenas uma subseca nos meses de julho e agosto (61 mm/julho e 76 mm/agosto). O trimestre mais chuvoso é de janeiro a março, onde o acumulado de chuvas corresponde a 36,69% do total anual [17].

Para selecionar as áreas florestais levantadas para a ocorrência das espécies frutíferas, foi inicialmente realizada uma visita ao mercado central de Mâncio Lima para conhecer a diversidade de frutas nativas eventualmente à venda e obter informações que permitissem a escolha das melhores áreas.

Depois de identificada a localização das propriedades e seus respectivos proprietários, foi realizada uma visita in loco para a realização de uma entrevista semiestruturada [18] com o proprietário e com um morador da região reputado como profundo conhecedor da flora local.

Ao final das entrevistas foi elaborada uma lista com os nomes populares e as características gerais das espécies frutíferas nativas existentes na área florestal adjacente à sede das propriedades visitadas.

Depois disso, realizou-se o levantamento da ocorrência das frutíferas nativas ao longo de trilhas pré-existentes em cada propriedade com base no método Transecto-Trilha para quantificar espécies florestais em florestas tropicais [19]. Foram incluídas todas as espécies localizadas até 10 m de distância (em ambos os lados) a partir do eixo central da trilha percorrida. Quando possível frutos e amostras botânicas foram colhidas. Cada trilha media 6 km de extensão, resultando em uma área levantada de 36 ha.

Resultados e Discussão

Nas áreas florestais das três propriedades inventariadas foram identificadas 60 espécies frutífe-ras nativas pertencentes a 42 gêneros e 23 famílias botânicas (Tabela 1). As famílias mais diversificadas foram Arecaceae, com 11 espécies, Malvaceae, com 7 espécies e Annonaceae, com seis espécies.

É importante esclarecer que os nomes vernaculares “abiorana”, “apuruí”, “cajuí”, “goiabinha” e “sapucaia” se aplicam a espécies distintas dos gêneros Pouteria, Alibertia, Anacardium, Eugenia e Lecythis.

Em relação ao hábito das espécies encontradas, observou-se que a maioria era arbóreo (43,4%) e palmeira (18,3%). As arbustivas, lianescentes e herbáceas representaram apenas 8,4% (Gráfico 1). Segundo as informações obtidas durante as entrevistas realizadas, a maioria das espécies (53,5%) frutifica durante o período chuvoso, que naquela região se estende entre meados do mês de setembro e meados de abril.

Das espécies frutíferas levantadas, Euterpe precatoria (açaí), Mauritia flexuosa (Buriti), Oenocarpus mapora (Bacaba), e Spondias mombin (Cajá), podiam ser encontradas à venda no mercado central da cidade de Mâncio Lima. Cajá era a única espécie cujos frutos eram vendidos in natura. As demais eram vendidas na forma de polpa concentrada de consistência líquida, conhecida pelos consumidores locais como “vinho” de açaí, buriti e bacaba.

Na cidade de Mâncio Lima existe uma pequena fábrica de extração de óleo de frutos das palmeiras buriti, açaí e patauá, indicando que o potencial dessas espécies extrapola o simples aproveitamento alimentício [20]. O uso múltiplo de espécies nativas das florestas na Amazônia brasileira é comum entre populações tradicionais, como demonstrado em estudos realizados em Manacapuru, Amazonas [21] e em Bragança, no Pará [22]. Um estudo abrangendo todo o bioma amazônico confirma essa tendência, indicando que 84% de todos os indivíduos arbóreos da Amazônia apresentam alguma utilidade para o homem [23].

Das 60 espécies frutíferas encontradas neste estudo, 10 (16,6%) são exploradas com fins madeireiros (abiorana, breu, guariúba, inharé, jatobá, marfim, massaranduba, mata-matá, piquiarana e sapucaia), segundo informação da literatura [24][25], tendo em vista que as entrevistas foram feitas com o objetivo de identificar apenas espécies com frutos comestíveis. Como a maioria delas ocorre naturalmente em baixa densidade na floresta, sua retirada seletiva sugere que o eventual aproveita-mento alimentício de seus frutos ficará comprometido no futuro.

Essa situação parece ser comum por toda a Amazônia. Em Itacoatiara, Amazonas, verificou-se que, dentre as 68 espécies exploradas em um projeto de manejo madeireiro com certificação internacional de boas práticas, 25% eram espécies de uso múltiplo, incluindo uso alimentar (humano e animais da floresta) e medicinal [26]. Nas cercanias de Santarém, no Pará, estudo realizado em uma floresta manejada para a extração de madeira revelou que dos indivíduos arbóreos reservados para serem explorados no segundo ciclo de corte, apenas 66,3% possuíam aproveitamento madeireiro. Das demais, 15,4% podiam ser utilizadas na alimentação humana e 46,9% serviam como alimento para a fauna [27].

Um estudo de longo prazo sobre o potencial de produtos florestais não madeireiros realizado ao longo de nove anos junto a comunidades ribeirinhas do rio Capim, nas cercanias de Paragominas, Pará, mostrou que as 15 espécies arbóreas mais valoriza-das pelas comunidades por serem fonte de frutas e castanhas, alimento para a para a caça e possuírem propriedades medicinais, foram imediatamente in-cluídas no grupo de espécies extraídas pela indústria madeireira assim que ela iniciou suas atividades na região pouco antes do final do estudo, no ano de 1999 [28]. Além disso, das 12 espécies medicinais mais vendidas na Amazônia Oriental, cinco estavam sendo extraídas para fins madeireiros [29].

A baixa quantidade de espécies frutíferas nativas exploradas e comercializadas na região de Mâncio Lima é preocupante e indica que o incremento dessa exploração poderia ser viabilizado mediante a produção e comercialização local de polpa congelada, doces cristalizados, compotas, massas, sucos, licores, vinhos e outras iguarias [30]. Dessa forma, além de gerar renda para os habitantes da região envolvidos na atividade, a exploração dos recursos florestais locais contribuiria para valorizar economicamente a floresta em pé, justificando a sua conservação frente às pressões destrutivas derivadas da exploração madeireira e da sua conversão em outros empreendimentos econômicos, como as pastagens.

Conclusões

Foi observado um grande número de espécies de plantas frutíferas comestíveis nas áreas florestais levantadas nas cercanias da cidade de Mâncio Lima, Acre.

A maioria tem hábito arbóreo ou são palmeiras e os habitantes do entorno das áreas florestais levantadas demonstraram amplo conhecimento sobre essas espécies, afirmação corroborada pelo fato de muitas serem exploradas com outros fins.

A intensificação da exploração madeireira na região, entretanto, pode comprometer o uso alimentício, medicinal ou cosmético dos recursos fornecidos por essas espécies.

Agradecimentos

Agradecemos aos proprietários rurais envol-vidos nesse estudo, Srs. Manoel Rodrigues de Lima, Raimundo da Conceição e Francisco Lourenço de Almeida, pela gentileza em nos receber e permitir ser entrevistados. Ao técnico João Bosco Nogueira de Queiroz (In memoriam) pelo auxílio durante os trabalhos de campo.

Referências

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Figura 1 – Mapa de localização do município de Mâncio Lima, com a indicação das áreas de estudo: km 14 do ramal Feijão Insoso (antiga BR-364), km 12 do ramal do Banho, e Seringal Belo Monte, ao longo do rio Môa. Fonte: os autores.

Tabela 1 – Lista das espécies frutíferas levantadas em três propriedades rurais do município de Mâncio Lima, Acre.

Nome popular

Família

Nome científico

Abiorana (1)

Sapotacea

Pouteria glomerata Radlk.

Abiorana (2)

Sapotacea

Pouteria sp.

Açaí

Arecaceae

Euterpe precatoria Mart.

Almeixa

Anacardiaceae

Antrocaryon amazonicum (Ducke) B.L.Burtt

Apuí

Moraceae

Ficus sp.

Apuruí (1)

Rubiaceae

Alibertia edulis (Rich.) A.Rich. ex DC.

Apuruí (2)

Rubiaceae

Alibertia claviflora K.Schum.

Araçá

Myrtaceae

Eugenia sp.

Araticum

Annonaceae

Annona sp.

Ariá

Apocynaceae

Rhigospira quadrangularis Miers

Ata

Annonaceae

Rollinia sp.

Bacaba

Arecaceae

Oenocarpus mapora H.Karsten

Bacuri

Clusiaceae

Garcinia benthamiana (Planch. & Triana) Pipoly

Biribá do mato

Annonaceae

Annona mucosa Jacq.

Breu

Burseraceae

Protium sp.

Buriti

Arecaceae

Mauritia flexuosa L.f.

Cacau

Malvaceae

Theobroma cacao L.

Cacau-jacaré

Malvaceae

Herrania nitida (Poepp.) R.E.Schult.

Cacauí

Malvaceae

Theobroma sp.

Cajarana

Anacardiaceae

Spondias testudinis J.D.Mitch. & Daly

Cajuí (1)

Anacardiaceae

Anacardium giganteum J.Hancock ex Engl.

Cajuí (2)

Anacardiaceae

Anacardium sp.

Castanha de porco

Euphorbiaceae

Caryodendron sp.

Cocão

Arecaceae

Attalea tessmannii Burret

Condessa

Annonaceae

Annona sp.

Cubiu

Solanaceae

Solanum sessiliflorum Dunal

Cupuzinho

Malvaceae

Theobroma subincanum Mart.

Envira-ata

Annonaceae

Rollinia sp.

Goiabinha (1)

Myrtaceae

Eugenia sp.1

Goiabinha (2)

Myrtaceae

Eugenia sp.2

Graviola da mata

Annonaceae

Annona sp.

Guariúba

Moraceae

Clarisia racemosa Ruiz & Pav.

Ingá

Fabaceae

Inga laurina (Sw.) Willd.

Inharé

Moraceae

Brosimum lactescens (S.Moore) C.C.Berg

Jaci

Arecaceae

Attalea butyracea (Mutis ex L.f.) Wess.Boer

Jambo-bravo

Myrtaceae

Desconhecido

Jaracatiá

Caricaceae

Jacaratia digitata (Poepp. & Endl.) Solms

Jatobá

Fabaceae

Hymenaea courbaril L.

João-Mole

Nyctaginaceae

Neea parviflora Poepp. & Endl.

Massaranduba

Sapotaceae

Manilkara inundata Ducke

Maracujá

Passifloraceae

Passiflora sp.

Marajá

Arecaceae

Bactris maraja Mart.

Marfim

Opiliaceae

Agonandra peruviana Hiepko

Mata-mata

Lecythidaceae

Eschweilera sp.

Murici

Malpighiaceae

Byrsonima crispa A. Juss.

Murumuru

Arecaceae

Astrocaryum ulei Burret

Oiti

Chrysobalanaceae

Licania kunthiana Hook.f.

Ouricuri

Arecaceae

Attalea phalerata Mart. ex Spreng.

Patauá

Arecaceae

Oenocarpus bataua Mart.

Piquiarana

Caryocaraceae

Caryocar pallidum A.C.Sm.

Pupu

Malvaceae

Quararibea amazonica Ulbr.

Pupunha

Arecaceae

Bactris gasipaes var. chichagui (H.Karst.) A.J.Hend.

Sapota

Malvaceae

Matisia cordata Bonpl.

Sapucaia (1)

Lecythidaceae

Lecythis zabucajo Aubl.

Sapucaia (2)

Lecythidaceae

Lecythis spp.

Toari

Lecythidaceae

Couratari macrosperma A.C.Sm.

Torém

Urticaceae

Pourouma sp.

Tucumã

Arecaceae

Astrocaryum tucuma Mart.

Xixá

Malvaceae

Sterculia pruriens (Aubl.) K.Schum.

Gráfico 1 – Percentual do hábito das espécies frutíferas levantadas em três propriedades rurais do município de Mâncio Lima, Acre.

Biodiversidade Brasileira – BioBrasil.

Fluxo Contínuo e Edição Temática:

Ciências Ambientais na Amazônia Sul Ocidental

n.3, 2025

http://www.icmbio.gov.br/revistaeletronica/index.php/BioBR

Biodiversidade Brasileira é uma publicação eletrônica científica do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) que tem como objetivo fomentar a discussão e a disseminação de experiências em conservação e manejo, com foco em unidades de conservação e espécies ameaçadas.

ISSN: 2236-2886