https://revistaeletronica.icmbio.gov.br/BioBR/issue/feed Biodiversidade Brasileira 2024-02-15T00:00:00-03:00 Revista Biodiversidade Brasileira biodiversidade.brasileira@icmbio.gov.br Open Journal Systems <p><strong>Biodiversidade Brasileira </strong>é uma publicação eletrônica científica do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) que tem como objetivo fomentar a discussão e a disseminação de experiências em conservação e manejo, com foco em unidades de conservação e espécies ameaçadas. Trata de questões contemporâneas complexas, relacionadas a um amplo espectro de situações e contextos, cuja compreensão requer o envolvimento de diversas áreas do conhecimento. ISSN 2236-2886. Qualis B4 <a href="https://www.gov.br/icmbio/pt-br/assuntos/pesquisa/copy_of_Normasparacitacaoereferencias.pdf" target="_blank" rel="noopener"><strong>ATENÇÃO: a partir de 2024 os manuscritos deverão seguir rigorosamente a norma de Vancouver para citações e referências. Consulte aqui.</strong></a></p> <p><strong>Confira a chamada aberta:</strong></p> <p><strong><a class="internal-link" title="" href="https://www.gov.br/icmbio/pt-br/assuntos/pesquisa/ChamadaCarajas.pdf" target="_blank" rel="noopener" data-tippreview-image="" data-tippreview-title="" data-tippreview-enabled="false">Seção Temática Gestão do Conhecimento e Sociobiodiversidade das Áreas Protegidas de Carajás - CGBio (Submissões de 01 de janeiro a 15 de julho de 2024)</a></strong></p> https://revistaeletronica.icmbio.gov.br/BioBR/article/view/2219 Entrevistas como ferramenta para pesquisa de novas populações de Crax blumenbachii (Aves: Cracidae) 2023-09-06T09:43:51-03:00 Oberdan Coutinho Nunes oberdann@yahoo.com.br Paulo Roberto Bahiano Ferreira paulomev@yahoo.com.br Leonardo Weffort Patrial leopatrial@gmail.com <p>Populações naturais do mutum-de-bico-vermelho, Crax blumenbachii, estão restritas às formações de baixada da Mata Atlântica do sul da Bahia ao Espírito Santo e leste de Minas Gerais, estimando-se menos de 250 adultos ocorrendo naturalmente, em cerca de 0,85% da área original. Essa espécie foi a primeira contemplada com um plano de ação nacional para a conservação, em <br />que consta a busca por novas populações entre as ações previstas. O presente trabalho objetivou demonstrar que entrevistas com comunidades tradicionais representam uma ferramenta eficiente para a definição de áreas prioritárias para a conservação e o monitoramento da espécie. Foram realizadas 69 entrevistas semiestruturadas no entorno do Parque Estadual Serra do Conduru, na Bahia, Brasil, ao longo de 10 campanhas amostrais, entre 2012 e 2021. Obteve-se afirmação de ocorrência da espécie em 42% das entrevistas, e a interpolação dos dados permitiu a modelagem de um mapa preditivo de potencialidade de distribuição da espécie, que associou sua presença aos grandes maciços de florestas ombrófilas densas e corpos d’água, e ausência nas regiões com propriedades rurais e estruturas destinadas ao turismo. A ocorrência da espécie foi confirmada em dois locais inseridos em áreas com predições de ocorrência estimadas entre 80% e 100%, validando o uso da ferramenta e estabelecendo a região de inserção do Parque como prioritária para o emprego de esforços direcionados à investigação dos padrões de distribuição da espécie.</p> 2024-04-11T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2024 Os autores mantêm os direitos autorais de seus artigos sem restrições, concedendo ao editor direitos de publicação não exclusivos. https://revistaeletronica.icmbio.gov.br/BioBR/article/view/2391 Ecologia alimentar e reprodutiva de uma população de Carollia perspicillata (Linnaeus, 1758) em um fragmento florestal urbano na cidade do Rio de Janeiro/RJ 2023-06-16T10:46:10-03:00 Jonas Barreto de Oliveira Moura jonas15barreto@gmail.com Shirley Seixas Pereira da Silva batshirley@gmail.com Patricia Gonçalves Guedes pgguedes@gmail.com <p><em><span class="CharOverride-1">Carollia perspicillata</span></em><span lang="ar-SA">é um morcego predominantemente frugívoro e amplamente distribuído, inclusive em ambientes urbanos. Este estudo investiga a dieta, </span>os dados biométricos, o padrão reprodutivo e a dinâmica populacional de <em><span class="CharOverride-1">C. perspicillata</span> </em>no Parque Natural Municipal Bosque da Freguesia (Rio de Janeiro/RJ). Trabalhos de campo ocorreram de setembro de 2009 a fevereiro de 2020. Dados biométricos, peso e condição reprodutiva foram registrados. Itens alimentares foram separados em recipientes etiquetados. Capturaram-se 25 machos e 34 fêmeas. As medidas biométricas não diferem da literatura.<span lang="ar-SA"> Fêmeas estavam grávidas em fevereiro, agosto, setembro e novembro e lactantes em maio e dezembro</span>. Devido à pouca coleta de fêmeas reprodutivas, não foi determinado o padrão reprodutivo da população; contudo, pôde-se inferir padrão reprodutivo do tipo poliestria sazonal. Registraram-se 10 recapturas de cinco indivíduos, sendo quatro deles fêmeas. Um indivíduo apresentou quatro recapturas, separadas por um período de dois anos. A taxa de recaptura apresentada foi de 17%. Das 808 sementes recuperadas nas fezes, 48,02% pertencem à família Piperaceae (consumida no verão e outono), 6,31% Solanaceae (consumida no verão, outono e primavera), 0,25% Urticaceae (consumida no verão, somente por fêmeas) e 45,42% não foram identificadas. Machos consumiram 79,0% de frutos de Piperaceae e 64,0% de Solanaceae e fêmeas consumiram frutos de Urticaceae. A população de <em><span class="CharOverride-1">C. perspicillata</span> </em>na área de estudo manteve o padrão reprodutivo e alimentar descrito para a espécie. O consumo de plantas da família Piperaceae e Solanaceae por <em><span class="CharOverride-1">C. perspicillata</span> </em>os torna o principal dispersor dessas plantas na área do Bosque da Freguesia, influenciando a composição vegetal do parque e do ambiente urbano.</p> 2024-04-10T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2024 Os autores mantêm os direitos autorais de seus artigos sem restrições, concedendo ao editor direitos de publicação não exclusivos. https://revistaeletronica.icmbio.gov.br/BioBR/article/view/2460 Presença de resíduos plásticos no trato digestório de tainhas (Mugil liza) do estuário de Cananeia, sudeste do Brasil 2024-01-25T10:53:37-03:00 Gislaine de Fatima Filla gislaine.filla@gmail.com Thiago Poss Moreira thiagoposs3@gmail.com Daniel Bussolaro daniel.bussolaro@ifpr.edu.br <p>A contaminação dos ecossistemas marinhos e outros ambientes aquáticos pelo plástico e seus derivados é um grave e crescente problema na atualidade. Os peixes e os outros animais aquáticos são direta e indiretamente atingidos pela presença de plásticos em seus habitat, visto que muitas espécies, independentemente de seu tamanho, ingerem diferentes tipos de plásticos com <br />facilidade. Neste trabalho, investigou-se a presença de plásticos e resíduos plásticos de qualquer tipo no trato digestório de tainhas, peixes do gênero Mugil, que são facilmente encontradas no litoral brasileiro e bastante consumidas como parte da dieta de seres humanos. Dos 57 peixes que tiveram seu trato digestório analisado, 40 apresentaram algum tipo de resíduo proveniente de plásticos junto ao conteúdo alimentar. Materiais como fios de nylon de diferentes cores e pequenos fragmentos de plástico azul foram observados no trato digestório desses animais. Esses resultados são semelhantes a outros estudos, realizados na mesma região com diferentes espécies de peixes e também corroborados por estudos provenientes de outras regiões do litoral brasileiro. Os dados obtidos no presente trabalho demonstram que os peixes estudados podem ingerir diversos tipos de plásticos quando estão presentes em seu habitat natural, indicando o perigo da presença desses materiais nos ecossistemas aquáticos.</p> <p> </p> 2024-04-08T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2024 Os autores mantêm os direitos autorais de seus artigos sem restrições, concedendo ao editor direitos de publicação não exclusivos. https://revistaeletronica.icmbio.gov.br/BioBR/article/view/2276 Educação ambiental para a conservação das aves limícolas – estudo de caso no Sítio Ramsar Lund Warming, Minas Gerais, Brasil 2023-09-06T16:13:50-03:00 Cláudia Silva Barbosa geoclaudiabarbosa@gmail.com José Eugenio Cortes Figueira cortesfigueira@gmail.com Gefferson Guilherme Rodrigues Silva geffersonguilherme01@gmail.com Thais Dumond tha.drum@hotmail.com <p>Este artigo trata de um estudo de caso relacionado com as atividades desenvolvidas no âmbito do Projeto Rede Asas do Carste que foi implementado em unidades de conservação como na Área de Proteção Ambiental Carste de Lagoa Santa, no Parque Estadual do Sumidouro e no Monumento Natural Várzea da Lapa, integrantes do atual Sítio Ramsar Lund Warming no estado de Minas Gerais. O projeto, de cunho educativo multidisciplinar, abrangeu atividades relacionadas com a avifauna em várias lagoas do referido território. Ele foi proposto e discutido de forma participativa em conselhos locais, sendo posteriormente elaborado e implantado por uma equipe multissetorial que envolveu e mobilizou diversos atores sociais. O projeto favoreceu o intercâmbio e a ampliação do conhecimento e da participação social no que tange à identificação e proteção da avifauna e demais espécies de fauna associadas às lagoas monitoradas, bem como o entendimento dos serviços ecossistêmicos prestados por elas. Concluiu-se que as ações educativas desenvolvidas no território do Sítio Ramsar Lund Warming contribuíram para maior sinergia entre os atores locais na busca pela conservação e proteção das aves limícolas e de seu habitat. Além disso, entende-se que pode ser um modelo para o desenvolvimento de educação ambiental e monitoramento participativo em outras áreas úmidas e de importância para aves limícolas migratórias.</p> 2024-04-02T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2024 Os autores mantêm os direitos autorais de seus artigos sem restrições, concedendo ao editor direitos de publicação não exclusivos. https://revistaeletronica.icmbio.gov.br/BioBR/article/view/2422 Entomofauna edáfica associada ao cultivo de algodão transgênico no cone sul de Rondônia 2023-05-02T11:51:35-03:00 Lucas Henrique Machado Cardoso lucas.mdo.5bec@gmail.com Aline Fonseca do Nascimento aline.fonseca@ifro.edu.br Herica Martinho Silveira hericamartinhosilveira@gmail.com Eduardo Oliveira eo0195244@gmail.com Leidiane Budach Silva Franco leidianebudach@gmail.com <p><span style="font-weight: 400;"><strong> </strong>O estado de Rondônia estava incluído nas zonas de exclusão para o plantio do algodão geneticamente modificado. Essas áreas foram instituídas em 2005, pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), com o objetivo de preservar a variabilidade de algodoeiros não cultivados (nativos e naturalizados) de eventuais efeitos adversos decorrentes do fluxo gênico com algodoeiros geneticamente modificados. No entanto, os insetos endêmicos da região, pragas e inimigos naturais, associados ao algodoeiro geneticamente modificado, não foram levantados. Tais informações são fundamentais para a atualização de programas de manejo integrado de pragas. Desse modo, o objetivo do presente estudo foi avaliar a entomofauna associada à cultura do algodoeiro geneticamente modificado na região do Cone Sul de Rondônia, tendo como enfoque as áreas plantadas na cidade de Vilhena, auxiliando na elaboração do manejo integrado de pragas na região. Foi possível observar que a maioria dos insetos encontrados nas amostras constituem-se de inimigos naturais de pragas agrícolas ou mesmo recicladores de matéria orgânica. Tesourinhas (Labiduridae), moscas (Muscidae), abelhas (Apidae), besouros (Carabidae), moscas de carne (Sarcophagidae) e formigas (Formicidae) foram os insetos mais representativos encontrados. Observou-se que a maioria dos insetos encontrados são benéficos para o solo e para cultura, sendo importante buscar meios de controles de pragas que sejam seletivos, com o intuito de preservar essa entomofauna encontrada.</span></p> 2024-03-25T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2024 Os autores mantêm os direitos autorais de seus artigos sem restrições, concedendo ao editor direitos de publicação não exclusivos. https://revistaeletronica.icmbio.gov.br/BioBR/article/view/2462 Boas práticas de manejo e bem-estar de peixes em aquários públicos: um exemplo com o zebrinha Abramites hypselonotus 2023-06-12T16:01:46-03:00 Adrieli Marcacini de Araujo adrielimarcacini@gmail.com Carla Larissa Kovalski Dias kovalskicarla@gmail.com Jordan Lucas Almeida Teixeira jordan.reszka@gmail.com Nayara Aline Fernandes Magalhães nayarafernandesmv@gmail.com Diego Azevedo Zoccal Garcia diegoazgarcia@hotmail.com Giovanna Rodrigues Stringhetta gstringhetta@gmail.com Mateus Rojas Franco de Souza matrojas00@hotmail.com Heriberto Gimênes Junior gimeneshj@gmail.com <p>As boas práticas de manejo de peixes de água doce compreendem atividades e orientações que devem ser adotadas para que se alcance o bem-estar das espécies em aquários de visitação<span lang="ar-SA"> públic</span>a. Dessa maneira, espera-se que os peixes manifestem comportamentos e atividades próximos ou iguais aqueles observados em ambientes naturais. Para exemplificar como tais medidas devem ser adotadas, foi escolhida <span class="CharOverride-1">Abramites hypselonotus </span>(Ordem Characiformes, Família Anostomidae) como organismo modelo, uma espécie de piau também conhecida comumente como zebrinha, abramites ou piau-pedra. Assim, o protocolo aqui apresentado aborda orientações sobre o período de quarentena, as especificações das dimensões do recinto de exposição, o controle da qualidade da água (como temperatura, pH, oxigênio dissolvido e série nitrogenada), sanidade e biossegurança, alimentação, comportamento e enriquecimento ambiental. Vale ressaltar que não buscamos sanar as orientações sobre boas práticas com peixes em aquários públicos, mas sim incentivar e divulgar informações que podem ser adotadas de acordo com cada espécie ou grupo de peixes. Portanto, acreditamos que a adoção de boas práticas com peixes de água doce e comportamento de maneira mais natural em aquários públicos sejam uma importante oportunidade para a educação ambiental e conscientização da população sobre a conservação ambiental, além de proporcionar melhor qualidade de vida aos animais.</p> 2024-03-12T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2024 Os autores mantêm os direitos autorais de seus artigos sem restrições, concedendo ao editor direitos de publicação não exclusivos. https://revistaeletronica.icmbio.gov.br/BioBR/article/view/2180 Compreendendo a ação do fogo nos ecossistemas brasileiros 2023-10-16T16:03:47-03:00 Antonio Henrique Cordeiro Ramalho henriquecr2012@hotmail.com Nilton Cesar Fiedler fiedler@cnpq.pq.br Henrique Machado Dias henridias@yahoo.com.br Telma Machado de Oliveira Peluzio tmpeluzio@ifes.edu.br Alexandre Rosa dos Santos alexandre.santos@pq.cnpq.br Fernanda Moura Fonseca Lucas fernanda.lucas@edu.ufes.br <p>Os incêndios florestais apresentam efeitos adversos ao planeta, como fragmentação florestal, perda de biodiversidade, poluição do ar e ameaça à vida e à saúde humana. No entanto, a ecologia do fogo atesta que o fogo é também um evento ecológico, dinâmico e indispensável para a sobrevivência de determinados ecossistemas. Devido a essa ambiguidade, esta revisão teve como objetivo sintetizar informações técnicas, literárias e científicas que auxiliem no entendimento das relações entre os ecossistemas e os incêndios florestais. Assim, foram abordados assuntos diretamente ligados à ecologia do fogo, como a dinâmica dos regimes de fogo, o comportamento do fogo, a relação entre os incêndios florestais e as emissões de carbono no Brasil. Mediante as informações compiladas, percebe-se que o fogo é indispensável para a sobrevivência de muitas fitofisionomias brasileiras existentes, principalmente no Cerrado, Pantanal e Pampa. Uma série de adaptações de espécies vegetais presentes em ambientes influenciados pelo fogo foram apresentadas. Também foi investigado o papel das variáveis no comportamento do fogo e como os incêndios estão relacionados às alterações climáticas. Estima-se que queimas não associadas ao desmatamento totalizaram 3,16 GtCO2 de emissões imediatas entre 1990 e 2020, sendo um dos principais contribuintes para emissão de gases de efeito estufa. Diante desse contexto, esta revisão ressalta a importância do desenvolvimento de políticas públicas para efeitos de curto e longo prazo de maneira a popularizar a conservação e o uso sustentável do fogo em ecossistemas propensos a ação dele.</p> 2024-03-05T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2024 Os autores mantêm os direitos autorais de seus artigos sem restrições, concedendo ao editor direitos de publicação não exclusivos. https://revistaeletronica.icmbio.gov.br/BioBR/article/view/2357 Report of the common vampire bat (Desmodus rotundus) preying upon capybara (Hydrochoerus hydrochaeris) 2023-06-26T10:26:04-03:00 Thais Aparecida Soinski thaissoinski@outlook.com Renan Henrique Bernardo ree_bernardo@hotmail.com Lucio Antônio Stefani Pinheiro lucioaspinheiro@gmail.com Marta Severino Stefani ma_stefani@hotmail.com Daiane Elen Cavallari daianecavallari@gmail.com Beatriz Regina Rodrigues Carvalho beatriz_mega@hotmail.com Beatriz Carine Gazzola Prieto beatriz.carineprieto@gmail.com Welber Senteio Smith welber_smith@uol.com.br <p>When evaluating different groups of capybaras in areas along the Paraíba do Sul river, in the municipality of São José dos Campos, an individual of Desmodus rotundus (E. Geoffroy, 1810) was recorded through photos and videos preying upon a capybara (Hydrochoerus hydrochaeris). Different reports of the interaction of this species with tapirs, wild deer, wild pigs, wild boars, cattle, and horses are observed, but with the capybara, only one mention was found in Anchieta Island/SP, and Brazil. In addition to staying under the capybara’s paws to feed, the vampire bat was also seen jumping along the ground in an attempt to follow the individual and licking the blood on just one of its paws when it stopped feeding. The population density of D. rotundus is generally high in areas with domestic animals, especially cattle. Land use change has converted natural ecosystems into grasslands, which may have increased vampire bat populations due to the abundance of prey. The increase in populations of capybaras in urban areas in recent decades may increase populations of hematophagous bats, requiring further studies of this interaction, in addition to verifying the risk of rabies cases, taking into account domestic animals and humans that share the same areas.</p> 2024-02-27T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2024 Os autores mantêm os direitos autorais de seus artigos sem restrições, concedendo ao editor direitos de publicação não exclusivos.