Diagnóstico ambiental do estuário do rio Tramandaí, litoral norte do Rio Grande do Sul, Brasil

Autores

  • Yuri R. Camargo Universidade Federal do Rio Grande do Sul
  • Marlise Dal Forno Universidade Federal do Rio Grande do Sul
  • Dandara R. Dorneles Universidade Federal do Rio Grande do Sul
  • Guilherme Frainer Universidade Federal do Rio Grande do Sul
  • Elisa B. Ilha Universidade Federal do Rio Grande do Sul
  • Camila T. Rigon Universidade Federal do Rio Grande do Sul
  • Bárbara Santos Universidade Federal do Rio Grande do Sul
  • Mauricio L. Santos Universidade Federal do Rio Grande do Sul
  • Nathalia Serpa Universidade Federal do Rio Grande do Sul
  • Tanussa P. Simas Universidade Federal do Rio Grande do Sul
  • Caio J. Carlos Universidade Federal do Rio Grande do Sul
  • Ignacio B. Moreno Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Palavras-chave:

Conservação Biológica, Conservação das Espécies Animais, Conservação e Preservação da Fauna

Resumo

A finalidade deste trabalho foi desenvolver um diagnóstico ambiental dos atores sociais e da fauna de vertebrados do estuário do rio Tramandaí, Rio Grande do Sul, Brasil. Esse diagnóstico foi elaborado a partir de (1) entrevistas com atores sociais e monitoramen-to das atividades antrópicas, (2) inventariamento da ictiofauna, avifauna e mastofauna e (3) monitoramento da população de botos-de-Lahille (Tursiops gephyreus). Os atores sociais identificados incluem, em sua maioria, residentes dos municípios que compõem o estuário (Imbé e Tramandaí) e da região metropolitana de Porto Alegre, capital do Estado. Diferentes formas de uso foram registradas, sendo as atividades de lazer e a pesca amadora e profissio-nal as mais frequentes. Foram registradas sete espécies da fauna brasileira ameaçadas de extinção: duas de peixes (Genidens barbus e Pogonias courbina), três de aves (Sterna hirundinacea, Thalasseus acuflavidus e Thalasseus maximus) e duas de mamíferos (Tursiops gephyreus e Ctenomys flamarioni). No estuário do rio Tramandaí, a ocupação humana desordenada resulta em uma série de impactos ambientais, tais como poluição, in-trodução de espécies invasoras, perda de habitat, ameaça à existência de espécies e de práti-cas culturais. Nesse sentido, propõe-se como prioridades de conservação: a pesca cooperati-va entre botos e pescadores artesanais, a tainha (Mugil liza) e as aves migratórias. O diálogo entre tomadores de decisão, cientistas e atores sociais do estuário do rio Tramandaí é funda-mental para a definição de políticas públicas para a conservação da biodiversidade da região.

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Publicado

10/08/2020

Edição

Seção

Artigo