QUALIFICAÇÃO ACADÊMICA E PESQUISA CIENTÍFICA EM ESPELEOLOGIA E TEMAS AFINS: O PAPEL DA UNIVERSIDADE PARA A EVOLUÇÃO DO CONHECIMENTO SOBRE CAVERNAS E PATRIMÔNIO ESPELEOLÓGICO NO BRASIL (1944-2024)

Autores

  • Luiz Afonso Vaz de Figueiredo UNIRIO/SHE-SBE/GESMAR
  • Lucas George Wendt Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS
  • Arnaldo Antonio da Silva-Junior SEDUC-SP/GESMAR
  • Robson de Almeida Zampaulo GESMAR/Observatório Espeleológico

DOI:

https://doi.org/10.37002/rbesp.v1i15.2946

Palavras-chave:

Patrimônio espeleológico, base de dados, produção acadêmica, processos formativos, cientometria, genealogia acadêmica

Resumo

O objetivo do artigo foi analisar a evolução histórica da produção científica vinculada à qualificação acadêmica em Espeleologia e temas relacionados e o papel da universidade no Brasil neste campo do conhecimento. Partiu-se de uma Base de Dados (BD-ESPELEO), promovida pelo Projeto História da Espeleologia Brasileira (PROHEB), vinculado à Seção de História da Espeleologia (SHE) da Sociedade Brasileira de Espeleologia (SBE). Os aspectos cientométricos foram destacados, sendo avaliada, de forma retrospectiva, as tendências dos últimos 80 anos (1944-2024). Realizou-se um exercício de genealogia acadêmica, indicando fluxos formativos em Espeleologia no país e a constituição de pólos formadores nas universidades, disseminando pesquisas sobre cavernas e paisagem cárstica brasileira. Apenas foram considerados estudos acadêmicos em formato original, sendo os materiais recolhidos nos principais buscadores eletrônicos de dados científicos e nas bibliotecas universitárias (BDTD/IBICT, CV- LATTES, Dedalus/USP, entre outros). Os resultados demonstram evolução significativa na produção de estudos espeleológicos acadêmicos (trabalhos de graduação, especialização, mestrado, doutorado, entre outros). Observa-se os resultados para os períodos comparados, 1) 1944-2015, contendo 512 documentos e 2) 2015-2024, indicando a geração 619 documentos novos, totalizando 1.131 investigações acadêmicas, o que demonstra que em apenas dez anos houve incremento notável na produção científica, sendo que o período anterior abrangia pouco mais de 70 anos. Verificou-se um significativo aumento da produção universitária e busca pela qualificação acadêmica, contribuindo para a ampliação do conhecimento sobre cavernas brasileiras, principalmente nas áreas de Ciências da Vida (CV) e Ciências da Terra (CT). Esses avanços na produção derivam da criação de laboratórios de investigação e núcleos de pesquisa científica, além da necessidade de profissionais especializados em ambientes cársticos para cumprir a legislação ambiental brasileira e fortalecimento da comunidade espeleológica nacional. As universidades e seus docentes/pesquisadores foram fundamentais, conseguindo consideráveis avanços, principalmente, quando associados aos grupos espeleológicos, aprofundando conhecimentos científicos e protção das cavernas brasileiras.

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Publicado

2026-04-10

Como Citar

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