Mapeamento de áreas queimadas como apoio ao monitoramento e à s ações de manejo do fogo na Estação Ecológica Serra Geral do Tocantins
DOI:
https://doi.org/10.37002/biodiversidadebrasileira.v9i1.1172Palavras-chave:
Manejo integrado do fogo, planejamento adaptativo, mapeamento de áreas queimadasResumo
O uso do fogo com objetivos de conservação vem se tornando prioridade na gestão de áreas protegidas do Cerrado da região do Jalapão. O histórico de uma das regiões que mais incendiavam no país vem sendo mudado por ações de Manejo Integrado do Fogo (MIF). Os resultados imediatos tem sido a diminuição do número e do tamanho dos eventos de fogo no auge da estação seca, a mudança de queima predominantemente tardia para um regime pirodiverso e, uma melhor relação das Unidades de Conservação com as pessoas que dependem e vivem nessas áreas. O uso do fogo ou queima prescrita é apenas uma das ações de MIF que a gestão lança mão, sendo geralmente monitorado por sensoriamento remoto e geoprocessamento. Uma das informações cruciais nesse monitoramento é o mapeamento de áreas queimadas que é utilizado nas fases de planejamento, execução e avaliação das ações de MIF (planejamento adaptativo). Na fase de planejamento os polígonos reforçam a localização das áreas queimadas maximizando esforços para áreas que ainda não queimaram. Polígonos de áreas queimadas de anos anteriores indicam a idade ou o acúmulo de combustível, que possibilitam o estabelecimento de prioridades baseadas em graus de risco (alto, médio e baixo). Na fase de execução, o mapeamento é atualizado constantemente afim de informar a efetividade e as falhas na fragmentação do combustível, além de apoiar as ações de combate no período dos incêndios. Na fase de avaliação é feito o balanço de áreas queimadas (total, precoce, tardia, tamanho e quantidade de eventos de fogo e dos fragmentos de combustível não queimados, diferentes períodos de resiliência por fitofisionomias e frequência de queima), que ciclicamente subsidiará o planejamento das queimas dos próximos anos. Dessa forma, o monitoramento por meio do mapeamento de áreas queimadas é fundamental, desde a parte operacional, até a apresentação dos resultados de gestão do fogo.
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