<b>Aves associadas ao manejo com fogo em áreas de campo na porção sul do Bioma Mata Atlântica</b>

Autores

  • Maria Virginia Petry Universidade do Vale do Rio dos Sinos/UNISINOS
  • Roberta da Cruz Piuco Universidade do Vale do Rio dos Sinos/UNISINOS
  • Jaqueline Brummelhaus Universidade do Vale do Rio dos Sinos/UNISINOS

DOI:

https://doi.org/10.37002/biobrasil.v%25vi%25i.109

Resumo

Ambientes de campo natural estão se tornando cada vez mais ameaçados na região do Planalto das Araucárias, Rio Grande do Sul, Brasil, em parte devido à ação do fogo e à presença do gado. Nos meses de agosto de 2005 e agosto de 2006, foram realizadas expedições a campo, no município de Cambará do Sul, com o objetivo de comparar a riqueza, abundância e discutir as variações da composição da avifauna quanto aos efeitos do fogo em áreas de campo com manejo de fogo controlado e em áreas de campo controle sem ação do fogo. Foram determinados dois tratamentos, fogo e controle, cada um com quatro réplicas com tamanho de quatro hectares cada. Em cada réplica foram traçadas duas transecções paralelas de 100m de extensão. Foram identificadas e quantificadas todas as aves que estavam na transecção e a uma distância marginal de até 50m. Foram registrados 790 indivíduos de 32 espécies de aves. Verificou-se maior riqueza no tratamento fogo e maior abundância nos períodos de amostragem após a queimada. Os resultados demonstraram que áreas de campos queimados podem auxiliar na conservação de uma fração da avifauna. A utilização de práticas de manejo como a pecuária e as queimadas em campos nativos pode auxiliar a evitar a conversão de áreas campestres em áreas de silvicultura. Dessa forma, as práticas de manejo controlado aqui propostas contribuem para a conservação de áreas campestres não inseridas em Unidades de Conservação de Proteção Integral. Palavras-chaves: aves campestres; fogo; Parque Nacional dos Aparados da Serra; Planalto das Araucárias.

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Publicado

30/12/2011

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