Potencial de Espécies Arbóreas para a Nidificação de Abelhas Nativas no Bioma Caatinga

Autores

  • Juliana Bendini Universidade Federal do Piauí
  • Amanda Kelys Dias Oliveira Universidade Federal do Piauí
  • Maria Carolina Abreu Universidade Federal do Piauí
  • Jossandra de Jesus Silva do Nascimento Universidade Federal do Piauí

DOI:

https://doi.org/10.37002/biobrasil.v12i2.1786

Palavras-chave:

Biodiversidade, conservação, polinizadores

Resumo

A biodiversidade da Caatinga, bioma exclusivamente brasileiro com alto grau de endemismo, está constantemente ameaçada pelas ações antrópicas, especialmente o desmatamento. Em consequência, as abelhas têm seus nichos ecológicos impactados. Nesse sentido, o objetivo do presente estudo foi inventariar as espécies arbóreas utilizadas para nidificação de abelhas sem ferrão em áreas de Caatinga no município de Paulistana, Piauí. Para tanto, no período de novembro de 2017 a outubro de 2018, por meio de excursões periódicas, foram realizadas as coletas do material botânico das espécies arbóreas utilizadas para a nidificação, bem como de exemplares das abelhas que habitavam esses ninhos. Os resultados demonstraram que os ninhos das espécies de abelhas nativas estavam presentes em quatro espécies de árvores: Commiphora leptophloeos (Mart.) J.B Gillett, onde foi observada a maioria dos ninhos (N = 67), Aspidosperma pyrifolium Mart. e Zucc., Cenostigma macrophylla Tul. e Spondias tuberosa Arruda. Observou-se a ocorrência de 72 ninhos de abelhas nativas pertencentes a cinco espécies: Melipona mandacaia Smith, 1863, (57 ninhos), Melipona marginata Lepeletier, 1836, com 7 ninhos, Frieseomelitta doederleini (Friese, 1900) (4 ninhos), Scaptotrigona tubiba Smith, 1863 (1 ninho) e Partamona seridoenses Pedro e Camargo, 2003 (1 ninho). O maior número de ninhos observado foi em Commiphora leptophloeos (Mart.) J.B Gillett, o que sugere que essa espécie seja preferida para nidificação pelas abelhas sem ferrão, principalmente Melipona mandacaia Smith, 1863, na região estudada. 

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Publicado

06/04/2022

Edição

Seção

Fluxo contínuo