Metodologias Participativas para Elaboração do Diagnóstico da Pesca na APA Costa dos Corais

Autores

  • Rafael Barboza Universidade Federal Rural de Pernambuco/UFRPE, Programa de Pós-Graduação em Biodiversidade/PPGBio,
  • Andrei Tiego Cunha Cardoso Instituto Chico Mendes de Conservacao da Biodiversidade
  • Diego Da Silva Santos Instituto Yandê: Educação, Cultura e Meio Ambiente
  • José Ulisses dos Santos
  • Carolina Neves Souza

DOI:

https://doi.org/10.37002/biobrasil.v12i2.2177

Palavras-chave:

Comunidade, manejo, cogestão, atividade pesqueira, unidade de conservação

Resumo

A fim de diagnosticar os principais problemas, conflitos e potencialidades do território pesqueiro da Área de Proteção Ambiental (APA) Costa dos Corais, o Conselho Gestor da unidade de conservação elaborou um projeto participativo junto aos pescadores atuantes na APA para realização do diagnóstico da pesca, componente fundamental para a gestão pesqueira. O objetivo do presente relato de experiência é difundir a proposta metodológica utilizada na construção do diagnóstico participativo da pesca artesanal, aplicada na APA Costa dos Corais. O projeto foi executado sob a estratégia do uso de círculos de apoio e uma comunicação eficiente em sete principais etapas: 1) capacitação; 2) coleta de dados; 3) mobilização; 4) reuniões setoriais; 5) uso de ferramentas participativas; 6) devolutivas; 7) formação da rede de pescadores. Ao todo, foram capacitados 30 jovens da comunidade pesqueira indicados por lideranças para apoiar nas entrevistas; nos quais aplicaram 1.439 entrevistas em 11 municípios da APA Costa dos Corais. O processo de execução do diagnóstico da pesca também funcionou como um recrutamento de novas lideranças e promoveu o aumento da participação nos espaços de diálogo. Mais de 70 pescadores da região foram incluídos na rede local de articulação da pesca. O Conselho Gestor da APA Costa dos Corais colhe frutos de um planejamento participativo que fortalece a relação entre gestão e comunidade pesqueira. É explícito que usar métodos cada vez mais participativos, linguagem acessível e o emprego de inovação tecnológica facilitam o diálogo, favorecem maior participação e qualificam os resultados. 

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Publicado

29/04/2022

Edição

Seção

Fluxo contínuo