Diversidade de primatas no sul do Amazonas: oportunidades para a gestão de unidades de conservação

Autores

  • Ricardo Sampaio Centro Nacional de Pesquisas e Conservação de Mamíferos Carnívoros - CENAP Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade - ICMBio
  • Thaís Azevedo Coutinho
  • Ary Miranda Neto
  • Leonardo Konrath
  • Luiz Felipe Pimenta de Moraes
  • Antônio Edilson de Castro Sena

DOI:

https://doi.org/10.37002/biodiversidadebrasileira.v7i2.643

Resumo

Espécies de primatas são importantes elementos estruturantes da biodiversidade, sendo sensíveis a  alterações antrópicas e consideradas bons indicadores do estado de conservação de uma floresta. A região do médio rio Purus, onde estão localizadas as Unidades de Conservação Federais pertencentes ao Núcleo de Gestão Integrada (NGI) de Boca do Acre/AM (Florestas Nacional do Purus, Mapiá Inauini e do Iquiri e Reserva Extrativista do Arapixi) totalizam um território protegido de cerca de 2 milhões de hectares. Esta região pode ser considerada como sendo uma das últimas grandes lacunas no conhecimento científico sobre os primatas na Amazônia. Apresentamos neste trabalho dados sobre a ocorrência e estado populacional de espécies primatas nestas quatro unidades de conservação, totalizando 18 táxons para toda a região. Esta rica diversidade, contudo, não é homogênea no espaço, em função de fatores ambientais, biogeográficos e antrópicos. Baseado nestes dados, indicamos como este conhecimento sobre a diversidade local de espécies pode ser utilizado como ferramenta de gestão do território, contribuindo para a proteção da biodiversidade, geração de renda e exploração sustentável dos recursos naturais, em uma região adjacente ao "arco do desmatamento" e onde os fatores socioeconômicos não são favoráveis à proteção da biodiversidade. 

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Publicado

13-05-2018