<b>Uma abordagem histórica do fogo no Parque Nacional da Serra do Cipó, Minas Gerais – Brasil</b>

Autores

  • Marilene Cardoso Ribeiro UFMG
  • José Eugênio Cortes Figueira Universidade Federal de Minas Gerais

DOI:

https://doi.org/10.37002/biobrasil.v%25vi%25i.96

Resumo

O Parque Nacional da Serra do Cipó, em Minas Gerais – Brasil abriga diversas fitofisionomias do Bioma Cerrado, além de áreas representativas de Mata Atlântica. Os registros históricos de fogo de origem antrópica na região da Serra do Cipó datam do século XVIII. Desde então, pelo menos, o fogo tem sido usado com frequência pelos habitantes dessa região como ferramenta para renovação de pastagens, limpeza de terreno, e, não obstante, com o intuito de agressão ao Parque. Apesar da recorrência desse distúrbio na história do Parque Nacional da Serra do Cipó e da importância do conhecimento da especificidade dos efeitos do fogo nas populações biológicas, comunidades e também na paisagem local, para gestão de tal distúrbio dentro e no entorno do Parque, apenas alguns estudos envolvendo o fogo foram conduzidos até hoje nessa Unidade de Conservação (UC). Nos últimos três anos, uma mudança no regime de incêndios vem sendo observada dentro dessa UC, com registros negativos de queimadas na estação seca e ocorrência de incêndios naturais, deflagrados por raios, durante a estação chuvosa, o que poderia ser interpretado como um tímido retorno ao regime de fogo natural desses ecossistemas. Tal mudança seria, na verdade, um reflexo das ações conjuntas tomadas a partir de 2001, com o objetivo de reverter o quadro de queimadas anuais que atingiram o Parque até 2007. O manejo adequado do fogo dentro do PARNA Serra do Cipó tem sido um desafio para seus gestores, assim como o tem sido em todas as outras unidades brasileiras criadas com o propósito de conservação de um Bioma no qual o fogo é parte integrante da história de vida de seus organismos. Palavras-chave: Cerrado; incêndios florestais; história; Serra do Cipó; unidade de conservação

Biografia do Autor

Marilene Cardoso Ribeiro, UFMG

Laboratório de Ecologia de Populações. Universidade Federal de Minas Gerais, Brasil.

José Eugênio Cortes Figueira, Universidade Federal de Minas Gerais

Curso de Ciências Biológicas e da Pós-Graduação em Ecologia, Conservação e Manejo de Vida Silvestre/UFMG

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Publicado

30/12/2011

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Seção temática