<b>Avaliação do risco de extinção do veado-campeiro <i>Ozotoceros bezoarticus</i> Linnaeus, 1758, no Brasil.</b>

Autores

  • José Maurício Barbanti Duarte UNESP
  • Alexandre Vogliotti UNESP e PUC
  • Eveline dos Santos Zanetti UNESP
  • Márcio Leite de Oliveira UNESP
  • Liliani Marília Tiepolo Universidade Federal do Paraná
  • Lilian Figueiredo Rodrigues ICMBio-PNUD
  • Lilian Bonjorne de Almeida ICMBio-CENAP
  • Fernanda Gass Braga Bio situ Projetos e Estudos Ambientais

DOI:

https://doi.org/10.37002/biobrasil.v%25vi%25i.235

Resumo

O estado de conservação no Brasil, das duas subespécies do veado-campeiro, Ozotoceros bezoarticus (Linnaeus, 1758), que ocorrem no país, foi avaliado de acordo com os critérios da IUCN (2001), com base nos dados disponíveis até 2010. Síntese do processo de avaliação pode ser encontrada em Peres et al. (2011) e em Beisiegel et al. (2012). A subespécie Ozotoceros bezoarticus leucogaster, que ocorre no Pantanal, foi considerada Vulnerável (VU), sob os critérios A3ce, ou seja, em função de provável redução populacional no futuro. A subespécie Ozotoceros bezoarticus bezoarticus, que ocorre no Cerrado, foi considerada Vulnerável (VU) sob os critérios A4cde, C1, ou seja, em função de redução populacional passada, bem como redução projetada para o futuro, além de possuir pequeno tamanho populacional. A mudança de status da espécie na presente avaliação deve-se tanto ao aumento de conhecimento sobre as ameaças distintas que colocam em risco as duas subespécies, gerando a necessidade de avaliações separadas para as duas, quanto à intensificação destas ameaças. A avaliação de cada subespécie e a justificativa de categorização são apresentadas separadamente para cada subespécie e as demais informações, conjuntamente. JustificativaOzotoceros bezoarticus estava incluída na lista oficial de espécies ameaçadas publicada em 1989 e foi retirada da lista publicada em 2003 (MMA 2003) devido a um aumento do conhecimento sobre a espécie, que revelou novas populações. A mudança de status da espécie na presente avaliação deve-se tanto a novo aumento de conhecimento sobre as ameaças distintas que colocam em risco as duas subespécies, causando a necessidade de avaliações separadas para as duas, quanto à intensificação destas ameaças.

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Publicado

24/05/2012

Edição

Seção

Avaliação do estado de conservação das espécies