<b>Os efeitos dos regimes de fogo sobre a vegetação de Cerrado no Parque Nacional das Emas, GO: considerações para a conservação da diversidade</b>

Autores

  • Danilo Muniz Silva Ufscar
  • Priscilla de Paula Loiola Ufscar
  • Natalia Bianca Rosatti Ufscar
  • Igor Aurélio Silva Unicamp
  • Marcus Vinicius Cianciaruso UFG
  • Marcos Antônio Batalha Ufscar

DOI:

https://doi.org/10.37002/biobrasil.v%25vi%25i.136

Resumo

O fogo é um importante agente evolutivo que pode causar alterações florísticas, filogenéticas e funcionais nas comunidades vegetais de cerrado, alterando a composição do solo e modificando as interações interespecíficas. Aqui discutimos os efeitos do fogo sobre a vegetação de cerrado e levantamos sugestões para o seu manejo em unidades de conservação. Com especial ênfase para trabalhos realizados no Parque Nacional das Emas, na fisionomia de campo cerrado, compilamos os seguintes resultados: em maiores frequências de fogo (queimadas anuais ou bienais) ocorre agrupamento fenotípico, diminuição da competição, diminuição da biomassa vegetal e enriquecimento dos solos; em menor frequência (sem queimadas há doze anos), há maior competição entre as espécies e grande acúmulo de biomassa seca. Além disso, diferentes regimes de fogo suportam diferentes composições florísticas, com grupos de espécies exclusivos em cada regime, tanto de espécies herbáceo-subarbustivas quanto de arbustivo-arbóreas. Portanto, sugerimos que seja mantido um mosaico com diferentes regimes de fogo e que se evitem áreas de cerrado sem queimadas por muitos anos. Palavras-chave: biomassa vegetal, diversidade filogenética, diversidade funcional, manejo, solo.

Biografia do Autor

Danilo Muniz Silva, Ufscar

Depto Botânica, Universidade Federal de São Carlos/Ufscar

Priscilla de Paula Loiola, Ufscar

Depto Botânica, Universidade Federal de São Carlos/Ufscar

Natalia Bianca Rosatti, Ufscar

Depto Botânica, Universidade Federal de São Carlos/Ufscar

Igor Aurélio Silva, Unicamp

Departamento de Biologia Vegetal, Universidade Estadual de Campinas

Marcus Vinicius Cianciaruso, UFG

Departamento de Ecologia, Universidade Federal de Goiás

Marcos Antônio Batalha, Ufscar

Depto Botânica, Universidade Federal de São Carlos/Ufscar

Downloads

Publicado

30/12/2011

Edição

Seção

Seção temática