Levantamento fitossociológico em parcelas permanentes na Floresta Nacional do Tapirapé-Aquiri, Pará, Brasil
DOI:
https://doi.org/10.37002/biobrasil.v12i1.1796Palavras-chave:
Conservação , Ecologia, Manejo sustentável, restauração florestalResumo
O conhecimento da estrutura de uma floresta fornece subsídios para sua conservação e manejo. Nesse sentido, este trabalho objetiva realizar um levantamento fitossociológico em uma área com fitofisionomia de Floresta Ombrófila Aberta (FOA) na Floresta Nacional do Tapirapé-Aquiri, visando contribuir para planos de manejo com composições semelhantes, em seis parcelas permanentes (0,25 hectares cada). Em vista disso, foram identificadas e mensuradas todas as árvores com Diâmetro a Altura do Peito (DAP) ≥ 5cm distribuídas em um intervalo de classes de 10cm, sendo calculados os índices de riqueza - Shannon (H’) e Pielou (J), e fitossociológicos: frequência, dominância e densidade, relativas e absolutas, além do Valor de importância (VI) e cobertura (VC). A área apresentou uma diversidade de H’= 3,89 e uniformidade de J=0,58, com 68% dos indivíduos distribuídos na primeira classe de diâmetro (5-15cm), entre as mais representativas estão: Cenostigma tocantinum, Metrodorea flavida, Protium paniculatum e Attalea speciosa, por apresentarem os maiores valores de importância e cobertura, e a Bertholletia excelsa e C. catenaeformis por apresentarem os maiores valores de dominância. Essas espécies também apresentaram características interessantes para novas perspectivas de manejo, todavia, são necessários mais estudos ecológicos e socioeconômicos que fortaleçam esse conhecimento.
Downloads
Referências
Brasil. 2006. Plano de Manejo Para Uso Múltiplo da Floresta Nacional do Tapirapé-Aquiri. 1 ed. IBAMA - Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis. 453p.
Brandao PC, Souza AL, Quinet A & de Mendonca BAF. Caracterização Estrutural e potencial florestal para o manejo comunitário da Floresta Nacional do Puras, Amazonia Ocidental/Structural characterization and forest potential for community management of Purus National Forest, Western Amazonia. Ciência Florestal, 30(4), 944-958, 2020. DOI: https://doi.org/10.5902/1980509815189
Burgh Daly DC de & Fine PVA, Martínez-Habibe MC. Burseraceae: a model for studying the Amazon flora. Rodriguésia, 63(1):21-30, 2012. DOI: https://doi.org/10.1590/S2175-78602012000100002
Carneiro MS, Assis WS, Souza UDV & Dourado L. Deforestation governance in the Amazon from a Strategic Action Fields perspective. Ambiente & Sociedade, 23(1), 2020. DOI: https://doi.org/10.1590/1809-4422asoc20180247r2vu2020l5ao
Carvalho PER. 2006. Espécies Arbóreas Brasileiras. Embrapa Florestas: Colombo. 627p.
Cavalcanti JJV et al. 1999. Repetibilidade e número de avaliações necessárias à seleção de clones de cajueiroanão-precoce. Fortaleza: Embrapa-CNPAT, Boletim de Pesquisa. 12p.
Colpini C, Travagin DP, Soares TS & Silva VSM. Determinação do volume, do fator de forma e da porcentagem de casca de árvores individuais em uma Floresta Ombrófila Aberta na região noroeste. Acta Amaz, 39(1): 97-104, 2009. DOI: https://doi.org/10.1590/S0044-59672009000100010
CNCFlora. Centro Nacional de Conservação da Flora. Brasil . Acesso em: 02/07/2020.
De Almeida P et al. Anti-inflammatory activity of triterpenes isolated from Protium paniculatum oilresins. Evidence-Based Complementary and Alternative Medicine, 2015. DOI: https://doi.org/10.1155/2015/293768
Dionisio LFS. Efeitos a médio prazo da exploração seletiva no crescimento, mortalidade e recrutamento de Manilkara huberi (Ducke) A. Chev. em uma Floresta Amazônica. Sci. For., 48(1): 1-17, 2020. DOI: https://doi.org/10.18671/scifor.v48n125.21
Eiserhardt WL, Synning JC, Kissling WD & Balsley H. Geographical ecology of the palms (Arecaceae) determinantes of siversity and distribuitions across spatial scales. Ann Bot, 108(8):1391-1416, 2011. DOI: https://doi.org/10.1093/aob/mcr146
Fernandes GGC, Ferreira LCO, Barros AI, Albuquerque AR & Vieira AL. Estrutura populacional e distribuição espacial de Theobroma speciosum Wills. Ex Spreng (Cacauí) na Floresta Nacional do Tapirapé-Aquiri. Brazilian Journal of Development, 6(8): 56155-56163, 2020. DOI: https://doi.org/10.34117/bjdv6n8-142
Ferreira TDS. Distribution and richness of rare tree species in Araucaria Forest fragments, along an altitudinal gradient, in Santa Catarina State, Brazil. Revista Árvore, 39(3): 447-455, 2015. DOI: https://doi.org/10.1590/0100-67622015000300005
Finol H. La silvicultura en la Orinoquia Venezolana. Revista Forestal Venezolana, 14(25):37-114, 1975.
Gama JRV, Souza ALD, Calegario N & Lana GC. Fitossociologia de duas fitocenoses de Floresta Ombrófila Aberta no município de Codó, estado do Maranhão. Rev. Árvore, 31(3): 465-477, 2007 DOI: https://doi.org/10.1590/S0100-67622007000300012
Garcia LC, De Moraes RP & De Lima RMB. Determinação do grau crítico de umidade em sementes de Cenostigma tocantinum Ducke. Revista Brasileira De Sementes, 30(3): 172-176, 2008. DOI: https://doi.org/10.1590/S0101-31222008000300023
Guarim-Neto G & Silva FHB. Plantas da Amônia MatoGrossense: O Cacauí - Theobroma speciosum Willd. ex Spreng (Malvaceae). Flovet, 3(1), 2011. Gaston K.1994.
Rarity. 1 ed. Chapman and Hall. 207p. Hubbel SP. Tropical rain forest conservation and the twin challenges of diversity and rarity. Ecology and Evol, 3(10):3263-3274, 2013. Hubbell SP & Foster RB. 1986.Biology, change, history and the structure of tropical rain forest tree communities. p. 314- 329. In: J. Diamond & T.J. Case (eds.). Community Ecology. DOI: https://doi.org/10.1002/ece3.705
Harper and Row: New York. Joly CA et al. Florística e fitossociologia em parcelas permanentes da Mata Atlântica do sudeste do Brasil ao longo de um gradiente altitudinal. Biota Neotropica, 12(1): 125-145, 2012. DOI: https://doi.org/10.1590/S1676-06032012000100012
Lau AV, Ferreira GC & Jardim MA. Fitossociologia e aspectos ecológicos da comunidade arbórea do Bosque Rodrigues Alves-Jardim Botânico Amazônia, Belém, Pará, Brasil. Revista Brasileira de Geografia Física, 13(2), 510-526, 2020. DOI: https://doi.org/10.26848/rbgf.v13.2.p510-526
Lorenzi H. 1998. Árvores brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas nativas do Brasil. 2ª ed. Instituto Plantarum de Estudos da Flora Ltda. Nova Odessa, São Paulo, 368p.
Lima RC et al. Composition and structure of stretch of tropical forest in the Eastern Amazon. Ciência Rural, 5(4), 2021. DOI: https://doi.org/10.1590/0103-8478cr20200312
Lima SF, Matnii N & Carvalho JOP de. 2000. Estrutura de uma floresta de terra firme na região de Marabá- PA: A posição do Mogno em relação ás outras espécies da comunidade. Comunicado técnico. 5p.
Magurran AE. 1988. Ecological diversity and its measurement. Princeton university press. 181p. DOI: https://doi.org/10.1007/978-94-015-7358-0
Malhi Y et al. An international network to monitor the structure, composition and dynamics of Amazonian forests (RAINFOR). J. Veg. Sci., 13:439-450, 2002. DOI: https://doi.org/10.1658/1100-9233(2002)013[0439:AINTMT]2.0.CO;2
Miller PM & Kauffman JB. Effects of Slash and burn agriculture on species abundance and composition of a tropical deciduous forest. Forest Ecology and Management, 103: 191-201, 1998. DOI: https://doi.org/10.1016/S0378-1127(97)00180-1
Miranda IPA, Rabelo A, Bueno CR, Barbosa EM & Ribeiro MNS. 2001. Frutos de Palmeiras da Amazônia. MCT INPA. 118p.
Moura V, Rosell EF & Mascarenhas ARP. Análise fitossociológica de uma floresta ombrófila aberta em diferentse modelos de colonização da Amazônia. Nativa, 5(2):118-126, 2017. DOI: https://doi.org/10.31413/nativa.v5i2.4048
Mueller-Dombois D & Ellenberg H. 1974. Aims and methods of vegetation ecology. Jhon Wiley and Sons, Inc. 547p.
Nascimento AR, Felfili JM & Meirelles EM. Florística e estrutura da comunidade arbórea de um remanescente de Floresta Estacional Decidual de encosta, Monte Alegre, Do, Brasil. Acta Bot. Bras, 18(3): 659-669, 2004 DOI: https://doi.org/10.1590/S0102-33062004000300023
Negrelle RRB. Attalea phalerata Mart. ex Spreng.: aspectos botânicos, ecológicos, etnobotânicos e agronômicos. Ciência Florestal, 25(4): 1061-1066, 2015. DOI: https://doi.org/10.5902/1980509820669
Oliveira NA de & Amaral IL do. Aspectos florísticos, fitossociológicos e ecológicos de um sub-bosque de terra firma na Amazônia Central, Amazonas, Brasil. Acta Amazonica, 35(1):1-16, 2005. DOI: https://doi.org/10.1590/S0044-59672005000100002
Oliveira AND & Amaral IL. D. Florística e fitossociologia de uma floresta de vertente na Amazônia Central, Amazonas, Brasil. Acta Amazonica, 34(1): 21-34, 2004. DOI: https://doi.org/10.1590/S0044-59672004000100004
Oliveira NA de, Amaral IL do, Ramos MBP, Nobre ad, Couto LB & Sahdo RM. Composição e diversidade florístico-estrutural de um hectare de floresta densa de terra firme na Amazônia Central, Amazonas, Brasil. Acta amazonica, 38(4): 627-641, 2008. Pereira LA, DOI: https://doi.org/10.1590/S0044-59672008000400005
Sobrinho FAP & Coata-Neto SVC. Florística e estrutura de uma mata de terra firme na reserva de desenvolvimento sustentável rio iratapuru, Amapá, Amazônia Oriental, Brasil. Floresta, 41(1):113-122, 2011. DOI: https://doi.org/10.5380/rf.v41i1.21191
Pielou EC. The measurement of diversity in different types of biological collection. J. Theoret. Biol., 13:131- 144, 1966. Pott A & Pott VJ. 2002.Plantas nativas para recuperação de áreas degradadas e reposição de vegetação em Mato Grosso do Sul. Embrapa Gado de Corte-Comunicado Técnico (INFOTECA-E).6p.
Quaresma AC & Jardim MA. Formations of Coastal Forests in the Amazon and ecological relations with vascular epiphytes. Rev. árvore, 41(2): 410202, 2017.
Rodríguez-Estrella R & Moreno MCB. Rare, Fragile Species, Small Populations, and the Dilemma of Collections. Biodiversity and Conservation, 15(1): 1621-1625, 2006. DOI: https://doi.org/10.1007/s10531-004-4308-6
Rocha AES & Silva MFF . Aspectos fitossociológicos, florísticos e etnobotânicos das palmeiras (Arecaceae) de floresta secundária no município de Bragança, PA, Brasil. Acta Bot. Bras, 19(3):657-667, 2005. DOI: https://doi.org/10.1590/S0102-33062005000300028
Rolim SG, Couto HTZ, Jesus RM & França JT. Modelos volumétricos para a Floresta Nacional do TapirapéAquirí, Serra dos Carajás (PA). Acta Amazonica, 36(1):107- 114, 2006. DOI: https://doi.org/10.1590/S0044-59672006000100013
Salles JC & Schiavini I. 2 Estrutura e composição do estrato de regeneração em um fragmento florestal urbano: implicações para a dinâmica e a conservação da comunidade arbórea. Acta Botânica Brasilica 21: 223-233, 2007. DOI: https://doi.org/10.1590/S0102-33062007000100021
Salomão RP et al. As florestas de Belo Monte na grande curva do rio Xingu, Amazônia Oriental. Ciências Naturais, 2(3):57-153, 2007. DOI: https://doi.org/10.46357/bcnaturais.v2i3.696
Schawartz G. Manejo sustentável de florestas secundárias: espécies potenciais no nordeste do Pará, Brasil. Amazônia: Ci. & Desenv., 3(5):125-147, 2007.
Silva KE, Souza CR, Azevedo CP & Rossi LMB. Dinâmica florestal, estoque de carbono e fitossociologia de uma floresta densa de terra-firma na Amazônia Central. Scientia Forestalis, 43(2): 193-201, 2015. Silva JNM et al. 2005.Diretrizes para a instalação e medição de parcelas permanentes em florestas naturais da Amazônia Brasileira. 1 ed. EMBRAPA Amazônia Oriental. 68p.
Souza-Filho PWM et al. Four decades of land-cover, land-use and hydroclimatology changes in the Itacaiúnas River watershed, southeastern Amazon. Journal of Environmental Management, 167(1): 175-184, 2016. DOI: https://doi.org/10.1016/j.jenvman.2015.11.039
Souza EM & Sccoti MSV. Influência da Exploração Florestal nas Populações de Espécies Ameaçadas de Extinção na FLONA do Jamari, RO. Biodiversidade Brasileira, 10(3):64-73, 2020. DOI: https://doi.org/10.37002/biobrasil.v10i3.1637
Vieira DS, Gama JRV, Oliveira MLR de & Ribeiro RBS da. Análise estrutural e uso múltiplo de espécies arbóreas em florestas manejadas no médio vale do rio Curuá-Una, Pará. Floresta, 45(3): 465-476, 2015. DOI: https://doi.org/10.5380/rf.v45i3.35584
Warwick MC & Lewis GP. A revision of Cenostigma (Leguminosae - Caesalpinioideae - Caesalpinieae), a genus endemic to Brazil. Kew Bulletin, 64(1): 135-146, 2009. DOI: https://doi.org/10.1007/s12225-008-9091-1
Xavier KRF, Andrade LA, Fabricante JR, Coelho MSE & Assis FN. Impactos pós-fogo na regeneração natural em um fragmento de floresta ombrófila aberta no município de Paraíba. Revista Brasileira de Biociências Brasil, 9(3): 257-254, 2011.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2022 Gleysla Gonçalves de Carvalho Fernandes, Luana do Carmi Oliveira Ferreira, André Luis Macedo Vieira, Álisson Rangel Albuquerque

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 International License.
Os autores retêm os direitos autorais dos trabalhos publicados, que podem ser reutilizados e divulgados em outros meios, desde que a fonte de publicação original (revista Biodiversidade Brasileira) seja citada.







