Levantamento das aves silvestres de Saquarema e os desafios para a conservação na Mata Atlântica costeira no Sudeste brasileiro
DOI:
https://doi.org/10.37002/biodiversidadebrasileira.v15i3.2549Palavras-chave:
Ornitologia , conservação , Mata AtlânticaResumo
Nos últimos 50 anos, a urbanização em Saquarema, no estado do Rio de Janeiro, acelerou. Isso resultou em uma perda significativa de áreas naturais. Nosso entendimento das comunidades de aves na região é limitado. Dados desatualizados e a amostragem insuficiente de algumas áreas dificultam a compreensão das comunidades locais de aves. Este estudo tem como objetivo preencher as lacunas de conhecimento sobre a avifauna de Saquarema. É apresentado um levantamento das aves silvestres realizado nas áreas de vegetação do município. O levantamento foi conduzido entre 2013 e 2018, e de 2020 a 2022. Foram realizados 335 dias de amostragem, totalizando 720 horas de observação. Os resultados mostram que Saquarema abriga 296 espécies de aves silvestres, distribuídas em 26 ordens e 66 famílias. Isso representa cerca de 31,88% das espécies de aves da Mata Atlântica do Sudeste do Brasil. As famílias mais representativas são Thraupidae e Tyrannidae, com 32 espécies cada. Em seguida, vêm Accipitridae e Scolopacidae, com dezesseis espécies cada, e Ardeidae, Trochilidae e Rallidae, com catorze, doze e dez espécies, respectivamente. Das espécies registradas, 74% habitam ambientes terrestres e 26% são aquáticas. Aproximadamente 13% das aves possuem a capacidade de viver em ambos os ambientes. Seis espécies estão ameaçadas de extinção, entre elas estão Formicivora serrana littoralis, Stilpnia peruviana, Amadonastur lacernulatus, Calidris pusilla, Hemitriccus orbitatus e Phoenicopterus chilensis. As aves migratórias são representadas por 64 espécies, incluindo registros raros da gaivota-de-franklin (Leucophaeus pipixcan). Os dados apresentados destacam Saquarema como um importante refúgio para diversas espécies de aves. Portanto, é necessário um esforço colaborativo entre pesquisadores, gestores de unidades de conservação e a comunidade local, visando garantir a continuidade e a integridade da biodiversidade de Saquarema.
Downloads
Referências
1. Pacheco JF, Silveira LF, Aleixo A, Agne CE, Bencke GA, Bravo GA, et al. Annotated checklist of the birds of Brazil by the Brazilian Ornithological Records Committee – second edition. Ornithol Res. 2021;29(2):94-105. doi: 10.1007/s43388-021-00058-x. DOI: https://doi.org/10.1007/s43388-021-00058-x
2. Whelan CJ, Şekercioğlu CH, Wenny DG. Why birds matter: from economic ornithology to ecosystem services. J Ornithol. 2015;156(Suppl 1):227-38. DOI: https://doi.org/10.1007/s10336-015-1229-y
3. Regalado LB, Silva C. Utilização de aves como indicadoras de degradação ambiental. Rev Bras Ecol. 1997;1(1):81-3.
4. Mallet-Rodrigues F, Pacheco JF, Parrini R, Fonseca PS. Birds of the restinga habitats in the state of Rio de Janeiro, Brazil. Rev Bras Ornitol. 2007;15(3):315-35.
5. Porto FCS, Teixeira DM. Um estudo comparativo preliminar sobre as avifaunas das restingas do leste do Brasil. In: Lacerda LD, et al., organizadores. Restingas: origem, estrutura e processos. Niterói: CEUFF; 1984. p. 343-9.
6. Ventura PEC. Aves da baixada de Guaratiba, Rio de Janeiro, Brasil [dissertação]. Rio de Janeiro: Universidade Federal do Rio de Janeiro; 1985. 171 f.
7. Gonzaga LAP. Composição da avifauna em uma parcela de vegetação perturbada na Baixada, em Magé, Estado do Rio de Janeiro, Brasil [dissertação]. Rio de Janeiro: Universidade Federal do Rio de Janeiro; 1986. 121 f.
8. Alves VS. Aves do arquipélago de Santana e litoral continental adjacente Macaé-Rio de Janeiro, Brasil [dissertação]. Rio de Janeiro: Universidade Federal do Rio de Janeiro; 1993. 130 f.
9. Castiglioni GDA, Cunha LST, Gonzaga LP. Ramphocelus bresilius como dispersor de sementes de plantas da restinga de Barra de Maricá, estado do Rio de Janeiro (Passeriformes: Emberizidae). Ararajuba. 1995;3:94-9.
10. Reis HBR. Análise da composição e da distribuição geográfica da avifauna das restingas do Estado do Rio de Janeiro [dissertação]. Rio de Janeiro: Universidade Federal do Rio de Janeiro; 1998. 104 f.
11. Rangel DF. A importância da observação de aves para a conservação e monitoramento da área de distribuição de espécies, com um novo registro para o município de Saquarema, Rio de Janeiro. A Bruxa. 2023;7(3):42-9.
12. Garcia BS, Dourado SC, Moraes GP, Batista MLS, Bitter VS, Silva WRF. Mapeamento de áreas de preservação permanente de topo de morro e encostas do município de Saquarema, RJ. Rev Cult Sab [Internet]. 2020 [citado em 2023 jan.];13(4):58-72. Disponível em: https://cultivandosaber.fag.edu.br/index.php/cultivando/article/view/1020
13. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Cidades e estados: Saquarema [Internet]. 2021 [citado em 2023 jan.]. Disponível em: https://www.ibge.gov.br/cidades-e-estados/rj/saquarema.html
14. Pimm SL, Raven P. Extinction by numbers. Nature. 2000 May 11;403(6785):843-5. DOI: https://doi.org/10.1038/35002708
15. Laps RR, Cordeiro PHC, Kajiwara D, Ribon R, Rodrigues AAF, Uejina A. Aves. In: Rambaldi DM, Oliveira DAS, editores. Fragmentação de ecossistemas: causas, efeitos sobre a biodiversidade e recomendações de políticas públicas. Brasília: MMA/SBF; 2003. p. 153-62.
16. Almeida AF. Monitoramento de fauna e de seus habitats em áreas florestadas. Ser Téc IPEF. 1998;12(31):85-92.
17. Silveira LF, Uezu A. Checklist das aves do estado de São Paulo, Brasil. Biota Neotrop [Internet]. 2011 [citado em 2023 jan.];11:83-110. doi: 10.1590/S1676-06032011000500006. DOI: https://doi.org/10.1590/S1676-06032011000500006
18. Höfling E. Aves no campus. São Paulo: EDUSP; 2002.
19. Sigrist T. Aves do Brasil Oriental: guia de bolso. São Paulo: Avis Brasilis; 2015.
20. Ridgely RS, Gwynne J, Tudor G, Argel M. Aves do Brasil: Mata Atlântica do Sudeste. São Paulo: Editora Horizonte; 2015.
21. Somenzari M, Lima PC, Piacentini VQ, Telino-Júnior WR, Aleixo A, Bencke GA, et al. An overview of migratory birds in Brazil. Pap Avulsos Zool. 2018;58:1-66. doi: 10.11606/1807-0205/2018.58.02. DOI: https://doi.org/10.11606/1807-0205/2018.58.03
22. Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Aves Silvestres; Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade. Relatório das aves migratórias do Brasil [Internet]. Brasília: ICMBio; 2021 [citado em 2024 maio 22]. Disponível em: https://cemave-sede.github.io/relatorio_aves/index.html
23. International Union for Conservation of Nature (IUCN). The IUCN Red List of Threatened Species [Internet]. Version 2023-3. Gland: IUCN; 2023 [citado em 2024 maio 22]. Disponível em: https://www.iucnredlist.org
24. Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade. Livro vermelho da fauna brasileira ameaçada de extinção [Internet]. Brasília: ICMBio; 2018. 492 p. [citado em 2024 maio 22]. Disponível em: https://www.icmbio.gov.br/portal/images/stories/biodiversidade/fauna-brasileira/livro_vermelho_2018_vol1.pdf
25. Brasil. Ministério do Meio Ambiente. Portaria MMA nº 148, de 7 de junho de 2022. Reconhece as espécies da fauna brasileira ameaçadas de extinção. Diário Oficial da União: Seção 1. 2022 jun 8;109:87. Disponível em: https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/portaria-mma-n-148-de-7-de-junho-de-2022-408263288
26. Secretaria da Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Fauna e Flora Selvagens Ameaçadas de Extinção. Convenção sobre o comércio internacional das espécies da fauna e flora selvagens ameaçadas de extinção (CITES) [Internet]. Washington: Secretariado da CITES; 1973 [citado em 2024 maio 2]. Disponível em: https://cites.org/eng/disc/text.php
27. Secretaria da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Selvagens. Convenção sobre a conservação das espécies migratórias de animais selvagens (CMS) [Internet]. Bonn: Secretariado da CMS – Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA); 1979 [citado em 2024 maio 2]. Disponível em: https://www.cms.int/en/legalinstrument/cms
28. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Manual técnico da vegetação brasileira: sistema fitogeográfico, inventário das formações florestais e campestres, técnicas e manejo de coleções botânicas e subsídios para mapeamentos. 2. ed. Rio de Janeiro: IBGE; 2012.
29. Vecchi MB, Alves MAS. New records of the restinga antwren Formicivora littoralis Gonzaga and Pacheco (Aves, Thamnophilidae) in the state of Rio de Janeiro, Brazil: inland extended range and threats. Braz J Biol. 2008 May;68(2):391–5. doi:10.1590/S1519-69842008000200022. DOI: https://doi.org/10.1590/S1519-69842008000200022
30. Gonzaga LP, Pacheco LF. Two new subspecies of Formicivora serrana (Hellmayr) from southeastern Brazil, and notes of type locality of Formicivora deluzae Ménétries. Bull Br Ornithol Club. 1990;110(4):187-93.
31. Mattos JCF, Vale MM, Vecchi MB, Alves MAS. Abundance, distribution and conservation of the Restinga Antwren Formicivora littoralis (Aves: Thamnophilidae). Bird Conserv Int. 2009;19:392-400. DOI: https://doi.org/10.1017/S0959270909008697
32. Alves MAS, Pacheco JF, Gonzaga LP, Cavalcanti RB, Raposo MA, Yamashita C, et al. Aves. In: Rocha CFD, Bergallo HG, Sluys MV, Alves MAS, editores. Biodiversidade da restinga: ecologia e conservação. Rio de Janeiro: Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ; 2004. p. 105-28.
33. Lima FCT. Birds and climate change: responses of birds to recent changes in climate. J Ornithol. 2013;154(Suppl 1):S1-20.
34. Parrini R, Raposo MA. Aves se alimentando de Alchornea glandulosa (Euphorbiaceae) na Mata Atlântica do sudeste do Brasil. Bol Mus Biol Mello Leitão (N Sér). 2010;27:75-83.
35. Andreazzi P, Thomé MPM, Silva SE. A avifauna em duas áreas de uma zona rural com remanescentes de Mata Atlântica no noroeste fluminense, RJ. Rev Interd Pensam Cient. 2016;2(2). DOI: https://doi.org/10.20951/2446-6778/v2n2a4
36. Yabe RS, Marques EJ, Albuquerque JLB, Cândido JF, Straube FC, Roos A. Ornitologia e conservação: da ciência às estratégias. Tubarão (SC): Unisul; 2001.
37. Sick H. Ornitologia brasileira. 3. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira; 1997. v. 8. 912 p.
38. Willis EO. The composition of avian communities in remanescent woodlots in southern Brazil. Pap Avulsos Zool. 1979;33(1):1-25. DOI: https://doi.org/10.11606/0031-1049.1979.33.p1-25
39. Poulin B, Lefebvre G, McNeil R. Characteristics of feeding guilds and variation in diets of bird species of three adjacent tropical sites. Biotropica. 1994;26:187-97. doi: 10.2307/2388808. DOI: https://doi.org/10.2307/2388808
40. Villanueva REV, Silva M. Organização trófica da avifauna do campus da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Florianópolis, SC. Biotemas [Internet]. 1996 [citado em 2024 maio 22];9:57-69. Disponível em: https://periodicos.ufsc.br/index.php/biotemas/article/view/22008
41. Scherer A, Silva LP, Souza MV. Estrutura trófica e ocupação de hábitat da avifauna de um parque urbano em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil. Biotemas. 2011;23(1):169-78. doi: 10.5007/2175-7925.2010v23n1p169. DOI: https://doi.org/10.5007/2175-7925.2010v23n1p169
42. Silva GM, Pereira AC, Santos FL. Variação local na composição da comunidade de aves no Parque Estadual Carlos Botelho, São Miguel Arcanjo – SP e propostas para o monitoramento do impacto do ecoturismo. Rev Inst Florest. 2010;22(2):263-76. doi: 10.24278/2178-5031.2010222263. DOI: https://doi.org/10.24278/2178-5031.2010222263
43. Machado CG, Semir J. Fenologia da floração e biologia floral de bromeliáceas ornitófilas de uma área da Mata Atlântica do Sudeste brasileiro. Braz J Bot. 2006;29(1):163-74. doi: 10.1590/S0100-84042006000100014. DOI: https://doi.org/10.1590/S0100-84042006000100014
44. Lima RC, Dias AC, Ferreira MV. Macrofauna do solo no Parque Municipal de Maceió, Alagoas. Caminhos Geogr. 2021;22(1):155-70. doi: 10.14393/rcg228155261. DOI: https://doi.org/10.14393/RCG228155261
45. Machado CG, Semir J. Fenologia da floração e biologia floral de bromeliáceas ornitófilas de uma área da Mata Atlântica do Sudeste brasileiro. Braz J Bot. 2006;29(1):163-74. doi: 10.1590/S0100-84042006000100014. DOI: https://doi.org/10.1590/S0100-84042006000100014
46. Cestari C, Pizo MA. Predação de ninhos de aves por mico-leão-preto (Leontopithecus chrysopygus) no sudeste do Brasil. Biota Neotrop. 2008;8(3):235-8. doi: 10.1590/S1676-06032008000300025. DOI: https://doi.org/10.1590/S1676-06032008000400007
47. Alves MAS, Cavalcanti RB. Ninhos e ovos de aves do Brasil. Brasília: Universidade de Brasília; 1996.
48. Sick H. Aves do Brasil. Brasília: Universidade de Brasília; 1985.
49. Hansbauer MM, Storch I, Leu S, Nieto-Holguin JP, Pimentel RG, Knauer F, et al. Movements of neotropical understory passerines affected by anthropogenic forest edges in the Brazilian Atlantic rainforest. Biol Conserv. 2008;141(3):782-91. doi: 10.1016/j.biocon.2008.01.002. DOI: https://doi.org/10.1016/j.biocon.2008.01.002
50. Willis EO. Diversidade de aves em Capão Bonito, São Paulo. Rev Bras Biol. 1979;39(2):393-411.
51. Stotz DF, Fitzpatrick JW, Parker III TA, Moskovits DK. Neotropical birds: ecology and conservation. Chicago: University of Chicago Press; 1996.
52. Almeida EM, Anjos L, Lima MR. Bird communities in natural and disturbed areas in the Iguassu National Park, Brazil. Biodivers Conserv. 1999;8:1079-93. doi: 10.1023/A:1008996904222.
53. Anjos L. Distribuição da avifauna no Parque Estadual Mata dos Godoy, Londrina (PR). Ararajuba. 1998;6:53-63.
54. Develey PF, Stouffer PC. Effects of roads on movements by understory birds in mixed-species flocks in central Amazonian Brazil. Conserv Biol. 2001;15(5):1416-22. doi: 10.1046/j.1523-1739.2001.00170.x. DOI: https://doi.org/10.1046/j.1523-1739.2001.00170.x
55. Dario FR, Almeida AF, Lima JF. Avifauna da Serra de Baturité, Ceará, Brasil. Ararajuba. 2002;10:113-22.
56. Nascimento JL, Lacava RV. Aves observadas na Ilha da Marambaia, Rio de Janeiro. Rev Bras Biol. 1990;50(1):121-9.
57. Manhães MA, Loures-Ribeiro A. Avifauna em diferentes hábitats de um fragmento florestal urbano em Juiz de Fora, Minas Gerais. Rev Bras Zool. 2005;22(1):91-100. doi: 10.1590/S0101-81752005000100012. DOI: https://doi.org/10.1590/S0101-81752005000100012
58. Teixeira DM, Luigi G, Pacheco JF. Aves observadas na Ilha da Marambaia, Rio de Janeiro. Rev Bras Biol. 1990;50(1):121-9.
59. Straube FC, Urben-Filho A. Observações sobre a avifauna de áreas alagadas da planície litorânea do Estado do Paraná, sul do Brasil. Atual Ornitol. 2002;109:1-9.
60. Anjos L, Collins CD. Birds of riparian forest remnants in an urban area of Londrina, Paraná State, southern Brazil. Ararajuba. 1996;4:77-81.
61. Anjos L. Comunidade de aves em três áreas urbanas de Londrina, norte do Paraná. Rev Bras Zool. 2000;17(2):467-77. doi: 10.1590/S0101-81752000000200014. DOI: https://doi.org/10.1590/S0101-81752000000200014
62. Cavalcanti RB, Alves MAS. The bird community of a cerrado habitat in central Brazil. Rev Bras Biol. 1997;57(4):581-91.
63. Mendonça LB, Anjos L. Bird communities in forest remnants of different sizes in southern Brazil. Ararajuba. 2005;13(1):29-46.
64. Willis EO. The behavior of five species of jays in southeastern Brazil. Condor. 1966;68(3):258-75. doi: 10.2307/1365719. DOI: https://doi.org/10.2307/1365175
65. Manhães MA, Dias MM. Composition and structure of bird communities in an urban forest fragment of southeastern Brazil. Ararajuba. 2008;16(2):163-73
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2025 Thayane Patusco

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 International License.
Os autores retêm os direitos autorais dos trabalhos publicados, que podem ser reutilizados e divulgados em outros meios, desde que a fonte de publicação original (revista Biodiversidade Brasileira) seja citada.







