Referências e citações

1. Por que informar as referências em um artigo?

As referências servem para mostrar de onde vêm as informações utilizadas pelo autor, garantindo que os dados, conceitos e ideias estejam apoiados em estudos confiáveis já publicados. Elas dão crédito aos pesquisadores originais, evitam plágio, permitem que o leitor consulte as fontes para aprofundar o tema e ajudam a demonstrar que o trabalho está inserido no contexto da produção científica, aumentando sua credibilidade.

2. Sobre a norma Vancouver

Trata-se de um estilo criado em 1978 pela National Library of Medicine (NLM) juntamente com o Comitê Internacional de Editores de Revistas Médicas (International Committee of Medical Journal. Editors – ICMJE) em Vancouver, no Canadá. Inicialmente, tinha como objetivo padronizar a formatação de citações e referências de manuscritos na área da saúde, mas com o tempo passou a ser adotado por publicações de diversas áreas científicas, como é o caso da revista Biodiversidade Brasileira.

3. A estrutura de citação e localização das referências

Na norma Vancouver, as citações são numeradas com algarismos arábicos entre colchetes – [1], [2], [3], [4]... – e apresentadas nas referências na ordem em que aparecem. Na revista Biodiversidade Brasileira, as referências são localizadas no final do artigo (após a conclusão ou as considerações finais), alinhadas à esquerda. Veja o exemplo a seguir.

No texto:

A Política Editorial da revista Biodiversidade Brasileira [1] estabelece que as referências devem seguir a norma Vancouver.

Nas referências:

1. Kantek DLZ, Oliveto FA, Sousa D, Ricci FP. Política editorial da revista Biodiversidade Brasileira. Biodivers. Bras. [Internet]. 2025; 15(3): e2881. doi:10.37002/biodiversidadebrasileira.v15i3.2881

 

4. Elementos das referências

Os elementos que constituem as referências são: autoria, título, edição, local, editora, data/ano de publicação, página/mês, disponibilidade (onde achar) e acesso.

          4.1 Autoria

Nas referências deve constar o último sobrenome do autor, seguido das iniciais do primeiro nome  e do meio (se houver). Não há qualquer indicador de separação entre o sobrenome e as iniciais, apenas um espaço.

Ex.: Daniel Luis Zanella Kantek deve aparecer na referência como Kantek DLZ.

                    4.1.1 Pessoa física

Nas referências devem constar o último sobrenome do autor, seguido das iniciais do do primeiro nome e do meio (se houver). Não há qualquer separação entre o sobrenome e as iniciais.

Até seis autores: todos devem ser incluídos.

Se os autores são:

Daniel Luis Zanella Kantek, Fernanda Aléssio Oliveto, Denys Sousa, Fernanda Pardini Ricci, Mariana Silva, Esther Viegas

Vão aparecer na referência como:

Kantek DLZ, Oliveto FA, Sousa D, Ricci FP, Silva M, Viegas E.

Mais de seis autores: após o sexto autor deve ser incluída a expressão “et al.”, sem itálico.

Se os autores são:

Daniel Luis Zanella Kantek, Fernanda Aléssio Oliveto, Denys Sousa, Fernanda Pardini Ricci, Mariana Silva, Esther Viegas, João Martins

Vão aparecer na referência como:

Kantek DLZ, Oliveto FA, Sousa D, Ricci FP, Silva M, Viegas E, et al. 

                              4.1.1.1 Sobrenomes com parentesco (Filho, Neto, Júnior...)

                              João Mendes Filho = Mendes Filho J.

                              Antônio Costa Neto = Costa Neto A.

                              Camilo Matos Júnior = Matos Júnior C

                              4.1.1.2 Sobrenomes com preposição (ex.: João da Silva)

                               João da Silva = Silva J.

                              4.1.1.3 Sobrenomes com hífen

                              Heitor Villa-Lobos = Villa-Lobos H.

 

                    4.1.2 Autor institucional

Ocorre quando uma instituição, organização ou órgão é responsável pelo conteúdo da obra, assumindo a autoria em lugar de pessoas físicas. É comum em documentos técnicos, relatórios, diretrizes, normas e publicações oficiais.

Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade. Livro vermelho da fauna brasileira ameaçada de extinção. Volume I. Brasília: ICMBio/MMA; 2018. 492 p. [acesso em: 6 mar. 2026]; Disponível em: https://www.gov.br/icmbio/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/publicacoes-diversas/livro_vermelho_2018_vol1.pdf

          4.2 Título

O título fica no idioma original, apenas com a primeira palavra com a letra maiúscula, sem qualquer tipo de destaque (seja negrito, itálico ou sublinhado). Se o livro tiver subtítulo, ele vem depois de dois pontos.

Miller DC, Scales IR, Mascia MB (editores). Conservation social science: understanding people, conserving biodiversity. [S.l.]: Wiley; 2023. 384 p.

          4.3 Edição

Quando mencionada na obra, a edição deve ser inserida em algarismo arábico seguido de ponto e da abreviatura da palavra “edição” no idioma da publicação.

Segunda edição = 2. ed. (em português)

2nd ed. (em inglês)

3 ed. (em português)

3th ed. (em inglês)

Lorenzi H. Árvores brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas nativas do Brasil, Volume 01. 9 ed. Nova Odessa: Instituto Plantarum de Estudos da Flora; 2025. 384 p.

          4.4 Local

Deve ser informada a cidade de publicação se for possível identificá-la. Quando o local não aparecer na publicação, deve-se indicar “sem local” (S.I.), entre colchetes [S.l.]

Lorenzi H. Árvores brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas nativas do Brasil, Volume 01. 9 ed. Nova Odessa: Instituto Plantarum de Estudos da Flora; 2025. 384 p.

          4.5 Editora

A editora deve ser informada após o local, antecedida de dois pontos.

Primack RB, Rodrigues E. Biologia da conservação. 2ª ed. Londrina: Planta; 2001.

          4.6 Data/ano de publicação

O ano de publicação deve ser informado após o nome da editora, antecedido de ponto-e-vírgula.

Primack RB, Rodrigues E. Biologia da conservação. 2ª ed. Londrina: Planta; 2001.

           4.7 Página

Nas referências bibliográficas, pode-se indicar o número total de páginas de uma obra usando algarismos arábicos (números comuns). Se a publicação estiver numerada em algarismos romanos, deve-se converter para números arábicos e colocá-los entre colchetes.

150 p. 

[58] p.

Em intervalos de páginas, pode-se omitir os números repetidos na segunda página.

125-127 → 125-7 

210-215 → 210-5

Almeida FS. Ecologia de paisagens. In: Rocha CF, editor. Ecologia aplicada. Rio de Janeiro: Technical Books, 2018. p. 75-98.

          4. 8 Disponilidade/acesso

Para qualquer material que esteja disponível em formato eletrônico na internet, é necessário apresentar algumas informações essenciais para a sua correta identificação e localização. Entre esses elementos, devem constar a indicação do tipo de suporte, a data em que o material foi consultado ou acessado, além do endereço eletrônico completo.

Alexandre EA. Geranoaetus albicaudatus (Vieillot, 1816) [Internet]. Wiki Aves; c2024 [acessado em: 9 mar. 2026]. Disponível em: http://www.wikiaves.com/2975730.

 

5. Formatação das citações

As citações podem ser: diretas, indiretas ou citação de citação. Todas as citações feitas no texto devem constar das referências apresentadas no final do artigo.

          5.1 Citação direta curta

É a transcrição idêntica ao original, com até três linhas. A frase deve ser Inserida no corpo do texto, entre aspas. É obrigatório informar o número da página.

Na citação:

Segundo a Política Editorial da revista Biodiversidade Brasileira [1] “é importante que a conclusão responda à pergunta central da pesquisa, evidenciando se as hipóteses foram confirmadas ou refutadas”. (p. 2)

Nas referências:

  1. Kantek DLZ, Oliveto FA, Sousa D, Ricci FP. Política editorial da revista Biodiversidade Brasileira. Biodivers. Bras. [Internet]. 2025; 15(3): e2881. doi:10.37002/biodiversidadebrasileira.v15i3.2881.

          5.2 Citação direta longa

É a transcrição idêntica ao original, com mais de quatro linhas. A frase deve ser Inserida no corpo do texto, com recuo de 4 cm da margem esquerda, corpo da fonte no tamanho 11. É obrigatório informar o número da página.

Na citação:

Segundo a Política Editorial da revista Biodiversidade Brasileira [1]:

O texto deve observar a correção gramatical. Para isso, recomenda-se que, antes da submissão, seja revisado por profissional especializado em um dos idiomas aceitos pela revista (português, inglês e espanhol). A correção gramatical é de responsabilidade do autor, podendo a revista, quando necessário, realizar adequações de modo a garantir precisão e clareza. (p. 6).

Nas referências:

  1. Kantek DLZ, Oliveto FA, Sousa D, Ricci FP. Política editorial da revista Biodiversidade Brasileira. Biodivers. Bras. [Internet]. 2025; 15(3): e2881. doi:10.37002/biodiversidadebrasileira.v15i3.2881.

          5.3 Citação indireta

Trata-se da reprodução da ideia, do conceito, de um autor, sem transcrevê-la. Não se coloca entre aspas, mas é obrigatório inserir o nome do autor e o número conforme a referência ao final do artigo.

Na citação:

Para a revista Biodiversidade Brasileira, o manuscrito precisa passar por uma criteriosa correção gramatical antes de ser submetido [1].

Nas referêcias:

  1. Kantek DLZ, Oliveto FA, Sousa D, Ricci FP. Política editorial da revista Biodiversidade Brasileira. Biodivers. Bras. [Internet]. 2025; 15(3): e2881. doi:10.37002/biodiversidadebrasileira.v15i3.2881.

Nunca escreva:

De acordo com [1]

Escreva:

De acordo com Kantek et al. [1],

Na citação indireta, escreva o nome do autor sempre que utilizar a estrutura:

Segundo x,

De acordo com x,

5.4 Informação verbal

Se for preciso utilizar, escreva a frase (se tiver mais de quatro linhas, siga a regra de citações diretas longas) e informe, entre parênteses: (informação verbal feita ao pesquisador durante vistoria realizada em abril de 2025).

 

Exemplos de referências

Artigos

Artigos científicos publicados online

Sousa AEBA, Souza MA, Domingos FR, Souza PFM, Arantes MS, Paixão RMC, et al. Colônias reprodutivas de Zenaida auriculata noronha na Área de Proteção Ambiental Chapada do Araripe: monitoramento e impactos de atividades antrópicas. Biodivers. Bras. [Internet]. 2026; 16(1): e2758. doi:10.37002/biodiversidadebrasileira.v16i1.2758.

Livros

Livro inteiro

Primack RB, Rodrigues E. Biologia da conservação. 2 ed. Londrina: Planta; 2001.

Capítulo de livro

Almeida FS. Ecologia de paisagens. In: Rocha CF, editor. Ecologia aplicada. Rio de Janeiro: Technical Books; 2018. p. 75-98.

Documento institucional impresso

Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade. Plano de manejo da APA Serra da Mantiqueira. Brasília: ICMBio; 2020.

Trabalho apresentado em evento

Silva JF, Almeida RP, Costa LM. Monitoramento participativo em reservas extrativistas. In: Pereira LA, Souza MP, editores. Anais do Congresso Brasileiro de Gestão Ambiental; 2023 set 12-15; Brasília, Brasil. Brasília: Sociedade Brasileira de Gestão Ambiental; 2024. p. 112-120.

Anais eletrônicos

Oliveira RS, Santos AJ. Avaliação de impactos ambientais em unidades de conservação. In: Congresso Brasileiro de Ecologia; 2022 out 3-7; Recife, Brasil [Internet]. Recife: Sociedade de Ecologia do Brasil; 2022 [citado 2026 mar 2]. Disponível em: https://www.sebecologia.org.br/anais2022

Tese e dissertação

Souza MP. Governança participativa em unidades de conservação [tese]. Belo Horizonte: UFMG; 2022.

Legislação

Lei federal

Brasil. Lei nº 9.985, de 18 jul 2000. Regulamenta o art. 225, §1º, incisos I, II, III e VII da Constituição Federal e institui o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza. Diário Oficial da União. 19 jul 2000; Seção 1:1.

Lei estadual ou municipal

Minas Gerais. Lei nº 20.922, de 16 out 2013. Dispõe sobre as políticas florestal e de proteção à biodiversidade no Estado. Diário Oficial do Estado de Minas Gerais. 17 out 2013; Seção 1:3.

Decreto

Brasil. Decreto nº 4.340, de 22 ago 2002. Regulamenta artigos da Lei nº 9.985, de 18 jul 2000. Diário Oficial da União. 23 ago 2002; Seção 1:9.