Conectando para conservar: a importância da Reserva Extrativista Marinha da Lagoa do Jequiá para o mero, Epinephelus itajara (Lichtenstein, 1822)

Autores

  • Márcio José Costa de Albuquerque Lima-Júnior Universidade Federal de Alagoas/UFA, Programa de Pós-graduação em Diversidade Biológica e Conservação nos Trópicos, Maceió/AL, Brasil. Universidade Federal de Alagoas, Unidade Educacional Penedo, Laboratório de Ictiologia e Conservação, Penedo/AL, Brasil. Instituto Meros do Brasil, Curitiba/PR, Brasil. https://orcid.org/0000-0003-2454-3926
  • José A.C.C. Nunes Instituto Meros do Brasil, Curitiba/PR, Brasil. https://orcid.org/0000-0002-2743-797X
  • Ana Carolina Sena Barradas Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade/ICMBio, Reserva Extrativista Marinha da Lagoa do Jequiá. Jequiá da Praia/AL, Brasil. https://orcid.org/0000-0001-5509-7178
  • Johnatas Adelir-Alves Instituto Meros do Brasil, Curitiba/PR, Brasil. https://orcid.org/0000-0002-8882-4009
  • Leonardo Schlogel Bueno Instituto Meros do Brasil, Curitiba/PR, Brasil. https://orcid.org/0000-0003-1874-6030
  • Sergio R. Albuquerque Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade/ICMBio, Reserva Extrativista Marinha da Lagoa do Jequiá. Jequiá da Praia/AL, Brasil. https://orcid.org/0009-0003-3332-8635
  • Matheus O. Freitas Instituto Meros do Brasil, Curitiba/PR, Brasil. https://orcid.org/0000-0003-0122-0980
  • Tiago Albuquerque Universidade Federal de Alagoas, Unidade Educacional Penedo, Laboratório de Ictiologia e Conservação, Penedo/AL, Brasil. Instituto Meros do Brasil, Curitiba/PR, Brasil. https://orcid.org/0000-0001-7854-4997
  • Rosy Valéria Rocha Lopes Universidade Federal de Alagoas/UFA, Programa de Pós-graduação em Diversidade Biológica e Conservação nos Trópicos, Maceió/AL, Brasil https://orcid.org/0000-0002-2020-820X
  • Áthila A. Bertoncini Instituto Meros do Brasil, Curitiba/PR, Brasil. https://orcid.org/0000-0002-6310-0127
  • Cláudio L. S. Sampaio Universidade Federal de Alagoas/UFA, Programa de Pós-graduação em Diversidade Biológica e Conservação nos Trópicos, Maceió/AL, Brasil. Universidade Federal de Alagoas, Unidade Educacional Penedo, Laboratório de Ictiologia e Conservação, Penedo/AL, Brasil. Instituto Meros do Brasil, Curitiba/PR, Brasil. https://orcid.org/0000-0002-0389-2302

DOI:

https://doi.org/10.37002/biodiversidadebrasileira.v15i4.2781

Palavras-chave:

Atlântico Sudoeste , área marinha protegida, Epinephelidae, espécie ameaçada , desenvolvimento ontogenético

Resumo

A costa sul de Alagoas, no nordeste do Brasil, abriga ecossistemas marinhos costeiros ecologicamente importantes, contemplados pela Reserva Extrativista Marinha da Lagoa do Jequiá (RESEX Jequiá). Essa área representa uma unidade de conservação estratégica para espécies ameaçadas de extinção, como o mero (Epinephelus itajara), um peixe que depende de diferentes habitat ao longo de sua vida. Entre 2019 e 2024, investigamos a distribuição do mero na RESEX Jequiá e áreas adjacentes, analisando o uso de habitat estuarinos (manguezais) e marinhos (recifes de arenito, corais e artificiais) em diferentes estágios ontogenéticos da espécie. Durante o estudo, registramos 23 indivíduos: os juvenis (<60 cm) ocorreram principalmente em manguezais e recifes costeiros rasos, enquanto os subadultos e adultos (>120 cm) foram encontrados em recifes mais distantes da costa e em águas mais profundas. A análise de agrupamento baseada na distribuição do tamanho dos indivíduos indicou maior similaridade entre os recifes costeiros e os manguezais. A presença de indivíduos em diferentes estágios ontogenéticos, distribuídos longitudinal e verticalmente entre ambientes estuarinos e marinhos, destaca a necessidade de considerar o conhecimento sobre a conectividade entre habitat nas estratégias de conservação voltadas ao mero e às áreas marinhas protegidas. Acreditamos também que a ampliação dos limites atuais da RESEX Jequiá possui maior potencial para proteger todo o ciclo de vida de Epinephelus itajara, especialmente em sua fase juvenil, contribuindo diretamente para a manutenção da população da espécie e para a conservação dos ecossistemas contemplados por essa área marinha protegida.

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Publicado

19-12-2025

Edição

Seção

Fluxo contínuo