Variabilidade Temporal da Fauna Edáfica e seus Grupos Funcionais em Sistema Agroflorestal

Autores

  • Tancredo Souza Universidade Federal de Santa Catarina
  • Sarah Kormann Universidade Federal de Santa Catarina
  • Lídia Klestadt Laurindo Universidade Federal de Santa Catarina
  • Lucas Jónatan Rodrigues da Silva Universidade Federal de Santa Catarina
  • Gislaine dos Santos Nascimento Universidade Federal da Paraíba
  • Edjane Oliveira de Lucena Universidade Federal da Paraíba

DOI:

https://doi.org/10.37002/biobrasil.v12i2.1918

Palavras-chave:

Diversidade da biota edáfica, Floresta ombrófila mista, Mudanças climáticas, Macroartrópodes edáficos

Resumo

A abundância de indivíduos da fauna edáfica varia substancialmente em função das variações sazonais em ecossistemas subtropicais. O objetivo deste estudo foi avaliar a abundância e diversidade de organismos edáficos em função da sazonalidade em um sistema agroflorestal localizado no Sul do Brasil. Usando métodos de extração de indivíduos e identificação taxonômica em níveis de Família e grupos-funcionais em diferentes épocas (e.g., estações do ano), foram observadas, durante a primavera, as maiores abundâncias de indivíduos (e.g., Blattidae, Carabidae, Larvas de Culicidae, Forficulidae, Halictophagidae, Larvas de Muscoidea e Nitidulidae) e de todos os grupos-funcionais observados neste estudo (e.g., herbívoros, engenheiros de ecossistema, transformadores de serapilheira e predadores). Além disso, foi observado que características edafoclimáticas como precipitação, temperatura mínima, carbono orgânico total e nitrogênio são os principais fatores que contribuem com a variabilidade sazonal da fauna edáfica. Os resultados deste estudo demonstram a importância de considerar as famílias Acaridae, Araneidae, Blattidae, Carabidae, Formicidae, Halictophagidae, Isotomidae, Larvas de Muscoidea, Nitidulidae, Paronellidae, Staphylinidae, Thripidae como bioindicadoras de alterações ambientais. 

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Publicado

22/03/2022

Edição

Seção

Fluxo contínuo