Identificação de Áreas Críticas para Tartarugas Marinhas e sua Relação com Unidades de Conservação no Brasil

Autores

  • Jeferson Andrade dos Santos Universidade Federal de Sergipe
  • Liliana Poggio Colman Centre for Ecology and Conservation, University of Exeter, Penryn Campus, Penryn, TR10 9EZ, UK.
  • Armando José Barsante Santos Marine Turtle Research, Ecology, and Conservation Group, Department of Earth, Ocean and Atmospheric Science, Florida State University, Tallahassee, FL 32306, USA
  • Claudio Bellini Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Tartarugas Marinhas e da Biodiversidade Marinha do Leste/Vitória-ES, Brasil. CEP: 29.050-335.
  • Gabriella Tiradentes Pizetta Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Tartarugas Marinhas e da Biodiversidade Marinha do Leste/Vitória-ES, Brasil. CEP: 29.050-335.
  • Marilda Inês Weber Fundação Centro Brasileiro de Proteção e Pesquisa das Tartarugas Marinhas - Fundação Projeto Tamar / Aracaju/SE, Brasil. CEP 49037-475
  • Fábio Lira das Candeias Oliveira Fundação Centro Brasileiro de Proteção e Pesquisa das Tartarugas Marinhas - Fundação Projeto Tamar / Aracaju/SE, Brasil. CEP 49037-475
  • Renata Maria Arruda Ramos ENGEO Soluções Integradas em Meio Ambiente, Vitória-ES, Brazil. CEP: 29.066-380
  • Erik Allan Pinheiro Dos Santos Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Tartarugas Marinhas e da Biodiversidade Marinha do Leste/Vitória-ES, Brasil. CEP: 29.050-335.

DOI:

https://doi.org/10.37002/biobrasil.v12i4.2038

Palavras-chave:

Tartarugas Marinhas, Telemetria por satélite, Unidades de Conservação Marinhas

Resumo

As tartarugas marinhas são animais migratórios e o conhecimento de seus movimentos é vital para a definição de estratégias de manejo. Áreas principais de uso de quatro das cinco espécies que ocorrem no litoral brasileiro, a saber: Caretta caretta, Lepidochelys olivacea, Eretmochelys imbricata e Dermochelys coriacea, foram identificadas através da telemetria por satélite (n = 160 transmissores) e analisadas por meio do método State-Space Model. As áreas principais de uso identificadas corresponderam a 3% da distribuição total e localizaram-se, majoritariamente, na costa do Pará, Ceará e Rio Grande do Norte; ao longo da margem leste da plataforma continental do Nordeste, até Salvador, Bahia; no sul da Bahia e Espírito Santo; na plataforma de São Paulo e no estuário do Rio de la Plata, entre o Uruguai e Argentina. Os movimentos das tartarugas intersectaram 89,6% das unidades de conservação marinhas consideradas (52 das 58 UCs), porém, apenas 21,5% das áreas principais de uso sobrepuseram unidades de conservação (UCs = 15). Dentre estas, se destacam: APA Plataforma Continental do Litoral Norte, APA Costa dos Corais, APA dos Recifes de Corais e a APA Ponta da Baleia – Abrolhos, dada presença de áreas principais, utilizadas por duas ou três espécies. Os resultados evidenciam a importância das unidades de conservação, assim como apontam a necessidade de essas áreas adotarem medidas para a redução de ameaças, em especial a captura incidental por pescarias. Os resultados mostram também potencial para contribuir com análises de impactos ambientais de empreendimentos marinhos, dentro ou fora dos limites de unidades de conservação. 

Downloads

Publicado

22/07/2022

Edição

Seção

Fluxo contínuo