De volta à natureza

desafios e avanços regulamentares na soltura de animais silvestres confiscados no Brasil

Autores

DOI:

https://doi.org/10.37002/biodiversidadebrasileira.v16i1.2832

Palavras-chave:

Translocação, legislação brasileira, UICN, soltura de fauna

Resumo

A redução ou o desaparecimento de espécies é uma preocupação global, e a apreensão de animais representa apenas uma parte dos conflitos entre humanos e fauna, sendo necessário garantir a destinação adequada para a soltura de animais confiscados. O objetivo deste estudo foi avaliar o cumprimento das diretrizes da União Internacional para Conservação da Natureza (UICN) no processo de translocação de animais confiscados, pela legislação brasileira ao longo do tempo, com base em pontos-chave das etapas de translocação (chegada, reabilitação, monitoramento e soltura). Foi realizada uma busca documental direcionada utilizando os guias de reintrodução da UICN (1998, 2013, 2019) e as normativas brasileiras (IN 179/2008, IN 23/2014, IN 05/2021) para analisar a evolução das versões, identificando lacunas e pontos de melhoria. Os principais avanços ocorreram nas etapas de chegada, soltura e monitoramento; porém, as maiores lacunas ainda persistem nas etapas de soltura e monitoramento. Desafios financeiros e ecológicos dificultam a implementação bem-sucedida de projetos de translocação, evidenciando a necessidade de melhorias na regulamentação brasileira com base em evidências científicas. Dada a escassez de publicações científicas e regulatórias no Brasil, iniciativas colaborativas que promovam a troca de experiências, destacando falhas e sucessos, são essenciais para a divulgação e o cumprimento das etapas de forma mais eficaz, especialmente nos Centros de Triagem de Animais Silvestres (Cetas).

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Biografia do Autor

Daniela Caixeta Oliveira , Universidade Federal de Uberlândia/UFU, Uberlândia/MG, Brasil

Bacharel em Ciências Biológicas pela Universidade Federal de Uberlândia - UFU (2019). É mestre em Ecologia, Conservação e Biodiversidade da UFU e estagiária voluntária do projeto TamanduASAS no Instituto Estadual de Florestas (IEF) em Uberlândia. Sua área de pesquisa envolve conservação, ecologia e comportamento animal, com foco em mamíferos. Foi bolsista de Iniciação Científica PIBIC CNPq/UFU 2017/2018 com ênfase em Ecologia de Estradas. Foi membro da MinasBio Consultoria Ambiental (2016-2018), empresa júnior do curso de Ciências Biológicas da UFU, onde atuou pela Diretoria de Projetos, Presidência e Conselho. Foi estagiária no Zoológico Municipal de Uberlândia (2018) com atividades voltadas para o Enriquecimento Ambiental. Atualmente, é Analista Ambiental na empresa Raiz Consultoria Hídrica e Ambiental.

Laura Mathias Rodovalho Pereira , Floresta Cheia Instituto de Conservação Ambiental, Goiânia/GO, Brasil

Graduada em Ciências Biológicas (UFG) com especialização em Ciência e Análise de Dados (Esalq - USP), atualmente é graduanda em Ciências Econômicas (UFG). Tem como principal interesse compreender como indicadores econômicos, ambientais e sociais se relacionam e interagem entre si.

Alessandra Bertassoni , Instituto Nacional da Mata Atlântica/INMA, Santa Teresa/ES, Brasil

Bióloga, Mestre em Ecologia e Conservação (UFMS 2010) e Doutora em Biologia Animal (UNESP 2018). Pesquisadora bolsista no Laboratório de Processamento de Imagens e Geoprocessamento (LAPIG) no Programa de Pesquisa em Pastagem liderado pelo Prof. Dr. Laerte G. Ferreira. Realizou estágio de pós-doutorado PNPD / CAPES pelo PPG em Ecologia e Evolução da Universidade Federal de Goiás (EcoEvol/UFG) no Laboratório Theory, Metacommunity and Landscape Ecology sob supervisão do Prof. Dr. Paulo De Marco Júnior (2019-2024). Coordeno o "Projeto Bandeiras no Corredor", uma iniciativa entre UFG, SEMAD-GO e Aliança da Terra e, também, o Projeto Babies em parceria com o Projeto Bandeiras e Rodovias do ICAS - Instituto de Conservação de Animais Silvestres. Desde 2019, colaboro com o Plano de Ação Nacional do tamanduá-bandeira, tatu-canastra e tatu-bola do ICMBio. Credenciada como professora colaboradora no Programa de Pós-graduação em Ecologia e Evolução da UFG (2022-atual). Fui bolsista na Embrapa Pantanal (Laboratório de Vida Selvagem); pesquisadora do Instituto Homem Pantaneiro e guia bilíngue de ecoturismo no Refúgio Ecológico Caiman (Pantanal). Tenho experiência tanto na pesquisa quanto na docência. Meus interesses são: Conservação e monitoramento da biodiversidade, Ecologia e Etologia.

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Publicado

23-04-2026

Edição

Seção

Fluxo Contínuo: Fiscalização e proteção da biodiversidade e patrimônio natural