Tesouros submersos: peixes recifais da Reserva Extrativista Marinha da Lagoa do Jequiá, costa sul de Alagoas, Brasil

Autores

  • Márcio J.C.A. Lima-Júnior Universidade Federal de Alagoas/UFAL, Programa de Pós-graduação em Diversidade Biológica e Conservação nos Trópicos/ICBS, Maceió/AL, Brasil. Universidade Federal de Alagoas/UFAL, Laboratório de Ictiologia e Conservação/LIC, Laboratório de Ecologia Bentônica/LEB, Penedo/AL, Brasil. Instituto Meros do Brasil, Curitiba/PR, Brasil. https://orcid.org/0000-0003-2454-3926
  • José A.C.C. Nunes Instituto Meros do Brasil, Curitiba/PR, Brasil. https://orcid.org/0000-0002-2743-797X
  • Ricardo J. Miranda Universidade Federal da Bahia/UFBA, Universidade Federal da Bahia, Laboratório de Ecologia Bentônica, Campus de Ondina, Salvador/BA, Brasil. https://orcid.org/0000-0002-5499-5504
  • Sergio R. Albuquerque Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade/ICMBio, Reserva Extrativista Marinha da Lagoa do Jequiá, Jequiá da Praia/AL, Brasil. https://orcid.org/0009-0003-3332-8635
  • Flávio Ferreira-Júnior Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Espírito Santo/IFES, Laboratório de Dinâmica de Populações Marinhas, Piúma/ES, Brasil. https://orcid.org/0000-0002-4180-641X
  • Tiago Albuquerque Universidade Federal de Alagoas/UFAL, Laboratório de Ictiologia e Conservação/LIC, Laboratório de Ecologia Bentônica/LEB, Penedo/AL, Brasil. Instituto Meros do Brasil, Curitiba/PR, Brasil. https://orcid.org/0000-0001-7854-4997
  • Everson C. Santos Universidade Federal de Alagoas/UFAL, Laboratório de Ictiologia e Conservação/LIC, Laboratório de Ecologia Bentônica/LEB, Penedo/AL, Brasil. https://orcid.org/0009-0006-1333-9726
  • Zach A. Hornfeld Universidade Federal de Alagoas/UFAL, Laboratório de Ictiologia e Conservação/LIC, Laboratório de Ecologia Bentônica/LEB, Penedo/AL, Brasil. https://orcid.org/0009-0003-3939-6372
  • Taciana K. Pinto Universidade Federal de Alagoas/UFAL, Programa de Pós-graduação em Diversidade Biológica e Conservação nos Trópicos/ICBS, Maceió/AL, Brasil. Universidade Federal de Alagoas/UFAL, Laboratório de Ictiologia e Conservação/LIC, Laboratório de Ecologia Bentônica/LEB, Penedo/AL, Brasil. https://orcid.org/0000-0002-8295-7206
  • Cláudio L. S. Sampaio Universidade Federal de Alagoas/UFAL, Programa de Pós-graduação em Diversidade Biológica e Conservação nos Trópicos/ICBS, Maceió/AL, Brasil. Universidade Federal de Alagoas/UFAL, Laboratório de Ictiologia e Conservação/LIC, Laboratório de Ecologia Bentônica/LEB, Penedo/AL, Brasil. Instituto Meros do Brasil, Curitiba/PR, Brasil. https://orcid.org/0000-0002-0389-2302

DOI:

https://doi.org/10.37002/biodiversidadebrasileira.v16i2.2841

Palavras-chave:

Atlântico Sudoeste, conservação tropical, ictiofauna marinha, iventário de espécies

Resumo

Na costa sul do estado de Alagoas, extensas áreas recifais ainda desconhecidas pela ciência apresentam importância econômica para a pesca, além de serem estratégicas para a conservação da biodiversidade marinha brasileira. Neste contexto, realizamos um inventário da ictiofauna recifal da Reserva Extrativista Marinha da Lagoa do Jequiá (RESEX Jequiá), unidade de conservação federal. As amostragens foram conduzidas de 2021 a 2025, empregando métodos de mergulho científico, como censo visual subaquático e busca ativa. Adicionalmente, desembarques pesqueiros foram monitorados de forma oportunística, com o intuito de ampliar a lista de espécies registradas. Ao todo, foram identificadas 135 espécies de peixes recifais, sendo 126 Actinopterygii e 9 Chondrichthyes (Elasmobranchii). As famílias Labridae (11 spp.) e Carangidae (10 spp.) foram as mais ricas. Estimativas de riqueza sugerem um potencial entre 180 e 294 espécies para a RESEX Jequiá, evidenciando que a diversidade local ainda é subestimada. Das espécies registradas, 38% (51 spp.) são consideradas recursos pesqueiros, e 13% (17 spp.) encontram-se classificadas como ameaçadas nacionalmente de extinção. Entre estas, destacam-se as criticamente em perigo Epinephelus itajaraScarus trispinosus e Sphyrna mokarran. Diante desses resultados, reforçamos a importância da RESEX Jequiá e de seus ambientes recifais como áreas prioritárias para a conservação marinha. Destacamos, ainda, a urgência na implementação de programas de monitoramento de longo prazo, para a geração contínua de conhecimentos que subsidiem estratégias eficazes de manejo e conservação.

 

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Publicado

15-05-2026

Edição

Seção

Fluxo Contínuo: Biodiversidade e espécies ameaçadas