Mapeamento do histórico de áreas queimadas em região sujeita a inundação, utilizando software livre e classificação não supervisionada: um estudo de caso da Terra indígena Kadiwéu
DOI:
https://doi.org/10.37002/biodiversidadebrasileira.v9i1.1015Keywords:
Geoprocessamento, Pantanal, SpringAbstract
Informações sobre a variação espaço-temporal de regiões sujeitas a incêndios da vegetação nativa são essenciais para compreender seus padrões e fatores direcionadores. Uma das formas de se obter essas informações é por meio do mapeamento histórico de áreas queimadas através de Sistemas de Informação Geográficos. Neste trabalho apresentamos um método eficiente, de baixo custo (utilizando softwares livres), e de rápida execução, para o mapeamento de áreas queimadas. A região estudada foi a Terra indígena Kadiwéu, localizada na transição entre os biomas Cerrado e Pantanal, no período de 2001 a 2018. Nós utilizamos as informações de focos de calor contidas no Banco de dados BD-Queimadas, criado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, para guiar a obtenção das imagens. Deste modo, baixamos apenas imagens cujas datas coincidiam com os focos de calor, reduzindo o número total de imagens analisadas. Para classificação utilizamos imagens do satélite MODIS-Terra produto Vegetation Indices (MOD13Q1 v.6). As imagens foram pré-processadas (cortadas e reprojetadas) no software Qgis e importadas para o software Spring, onde foram classificadas. Para classificação utilizamos um método não-supervisionado pixel-a-pixel, com o classificador K-médias, configurado para 9 temas e 100 iterações. Para validar as informações geradas comparamos nossos resultados a uma vetorização manual realizada com imagens da série Landsat em um período de 7 anos (2008 a 2014). Nossa classificação teve em média resultados com áreas 10% maiores ou menores que a vetorização manual. Essa variação é esperada já que as imagens utilizadas apresentam resoluções espaciais diferentes. Nos 17 anos analisados a TI Kadiwéu teve em média 124217,9 ha queimados, 23,9% de sua área total. O ano de 2005 apresentou maior área queimada, com 316624,2 ha, 61% da área total e 2014 com a menor área queimada, 23039,1 ha, 4,4% da área total. O baixo valor de variação obtido, na comparação entre a classificação manual e o nosso método, mostra sua eficiência no mapeamento histórico das áreas queimadas. Esse resultado associado ao custo e tempo de processamento permitem que esta metodologia seja amplamente utilizada com o objetivo de mapear o histórico de queimadas em grandes escalas espaciais e temporais.
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Copyright (c) 2019 Maxwell da Rosa Oliveira, Alexandre de Matos Martins Pereira, Aline Alves Lopes, Danilo Bandini Ribeiro, Evaldo Benedito Souza, Fábio Padilha Bolzan, Fábio de Oliveira Roque, Letícia Couto Garcia, Geraldo Alves Damasceno Junior

This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 International License.
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