Manejo integrado do fogo pode gerar resultados de REDD+ para o Brasil?
DOI:
https://doi.org/10.37002/biodiversidadebrasileira.v9i1.1242Keywords:
REDD , degradação florestal, emissões de gases do efeito estufa, Manejo Integrado do Fogo, áreas protegidasAbstract
Queimadas e incêndios florestais são fontes relevantes de emissões de gases do efeito estufa. Desde as primeiras submissões técnicas de REDD+ Ã Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC), o Brasil salienta a necessidade de compreender melhor as dinâmicas florestais, relatando não apenas as emissões do desmatamento, mas também da degradação florestal por corte seletivo e por incêndios florestais. O desafio tem motivado o governo brasileiro a debater com especialistas nacionais as possibilidades técnicas para relatar tais atividades, sobretudo com base nas ferramentas oficiais de monitoramento da cobertura da terra hoje disponíveis. Ao mesmo tempo, o Brasil tem estruturado uma política nacional que promove, entre outras ações, o manejo integrado do fogo (MIF), com benefícios esperados para a proteção de áreas ecologicamente importantes. Este trabalho busca fazer um levantamento das premissas e obstáculos para a mensuração das emissões de áreas submetidas ao MIF conforme metodologia adotada para submissões de REDD+ no âmbito da UNFCCC. Foram estudados os relatórios técnicos de avaliação das submissões brasileiras de REDD+, bem como registros de reuniões de especialistas brasileiros coordenadas pelo Ministério do Meio Ambiente. As ações de mensuração, relato e verificação (MRV) de atividades de REDD+ carecem ainda de evolução dos meios de monitoramento da cobertura da terra e do refinamento de fatores de emissão que permitam o rigor técnico requerido pelas guias do Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima. Além disso, a escala dos resultados esperados de redução de emissões pela adoção do MIF é tímida frente ao potencial dos valores alcançados pelo relato da redução de emissões pelo desmatamento - cujo potencial de captação de recursos está longe de ser atingido. O desenvolvimento de fatores de emissão e remoção de emissões de incêndios florestais, refinamento do mapa de vegetação brasileiro e a adequação da resolução temporal do mapeamento de áreas queimadas podem permitir o futuro relato de emissões obtidas pela adoção do MIF em submissões brasileiras de REDD+.
Downloads
Downloads
Published
Issue
Section
License
Copyright (c) 2019

This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 International License.
This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 International License.
The authors retain copyright to the published works, which may be reused and disseminated in other media, provided that the original publication source (Biodiversidade Brasileira journal) is cited.








