Interações comportamentais entre sexos no killifish anual criticamente em perigo Leptopanchax itanhaensis (Cyprinodontiformes, Rivulidae)

Autores

  • João Henrique Alliprandini da Costa Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”/UNESP, Instituto de Biociências, Programa de Pós-Graduação em Biodiversidade de Ambientes Costeiros/PPGBAC, São Vicente/SP, Brazil. https://orcid.org/0000-0001-7594-6819
  • Victor Monteiro Zanette Universidade Santa Cecília/UNISANTA, Laboratório de Biologia de Organismos Marinhos e Costeiros/LABOMAC, Santos/SP, Brazil. https://orcid.org/0009-0000-6807-8152
  • Ana Giulia Stefanelli Biussi 3 Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”/UNESP, Instituto de Biociências, Núcleo de Estudos sobre Poluição e Ecotoxicologia Aquática/NEPEA, São Vicente/SP, Brazil. https://orcid.org/0009-0001-0619-9538
  • Amanda Selinger Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”/UNESP, Instituto de Biociências, Núcleo de Estudos sobre Poluição e Ecotoxicologia Aquática/NEPEA, São Vicente/SP, Brazil. https://orcid.org/0000-0001-8889-6531

DOI:

https://doi.org/10.37002/biodiversidadebrasileira.v16i2.2914

Palavras-chave:

Mata Atlântica, comportamento intersexual, cortejo, escolha de parceiro, tamanho corporal

Resumo

Apresentamos a primeira descrição quantitativa de interações comportamentais intersexuais no killifish anual Leptopanchax itanhaensis, criticamente em perigo, com o objetivo de caracterizar seu repertório comportamental, a expressão de comportamentos específicos de cada sexo e a variação associada ao tamanho do casal. Observações comportamentais foram realizadas em sete casais amostrados em uma vala de estrada na Mata Atlântica costeira do sudeste do Brasil. As frequências comportamentais foram registradas durante períodos de observação padronizados, convertidas em proporções relativas e analisadas utilizando modelos lineares mistos generalizados para testar diferenças entre os sexos na atividade comportamental total e na diversidade comportamental, levando em consideração a identidade do casal. A composição comportamental variou consideravelmente entre os casais e entre as classes de tamanho. Repousar no fundo foi o comportamento mais frequente em ambos os sexos, enquanto os comportamentos relacionados ao cortejo foram mais prevalentes em casais maiores. A atividade total e a diversidade de comportamentos não diferiram significativamente entre os sexos. No entanto, os machos exibiram com mais frequência comportamentos de cortejo e assédio, enquanto as fêmeas exibiram com mais frequência comportamentos de cortejo e fuga. Essas descobertas fornecem a primeira base comportamental para essa espécie criticamente ameaçada de extinção e destacam a importância de estudos comportamentais para a compreensão do uso do habitat e das interações reprodutivas em peixes anuais.

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Publicado

03-08-2026

Edição

Seção

Fluxo Contínuo: Biodiversidade e espécies ameaçadas