O avanço no uso do solo no Rio Grande do Sul nas áreas de ocorrência da Araucaria angustifolia (Bertol.) Kuntze ao longo do tempo

Autores

  • Júlia de Moraes Brandalise Universidade Federal do Rio Grande do Sul/UFRGS, Instituto de Biociências, Programa de Pós-Graduação em Botânica, Campus do Vale, Porto Alegre/RS, Brasil https://orcid.org/0000-0002-2785-0641
  • Cristiano Roberto Buzatto Universidade de Passo Fundo/UPF, Instituto da Saúde, Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais, Campus I, Passo Fundo/RS, Brasil https://orcid.org/0000-0003-4780-0390

DOI:

https://doi.org/10.37002/biodiversidadebrasileira.v15i2.2604

Palavras-chave:

Agropecuária , uso e cobertura do solo , vegetação nativa

Resumo

 A floresta ombrófila mista, dominada pela gimnosperma Araucaria angustifólia, é uma formação típica da Mata Atlântica no Rio Grande do Sul. Considerada espécie-chave, A. angustifolia sustenta o ecossistema, fornecendo recursos para a fauna e representando fonte de renda. No entanto, está classificada como Criticamente em Perigo (CR) pela IUCN, ameaçada pela perda de habitat e extração ilegal de madeira. O uso do solo no estado forma um mosaico de vegetação campestre e florestas, mas, nas últimas décadas, a conversão do solo avançou sobre áreas de A. angustifolia. Tornando as populações da espécie cada vez menores e mais isoladas. Este estudo avaliou essa expansão nos últimos 30 anos com dados do MapBiomas. Os resultados indicam mudanças significativas, especialmente a conversão de áreas naturais em agropecuária. Enquanto no passado a vegetação nativa cobria 25% do estado, hoje restam apenas 3,5%. A agropecuária ocupa mais da metade do território, comprometendo os remanescentes da espécie. Diante desse desafio, é essencial buscar estratégias que conciliam conservação e uso sustentável dos recursos naturais. Alternativas incluem incentivo ao extrativismo sustentável, fortalecimento da fiscalização e monitoramento via satélite para acompanhar a perda de vegetação.

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Publicado

04-07-2025

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