Contribuições da iniciação científica para a formação acadêmica e profissional de estudantes do PIBIC/ICMBio
percepções dos egressos
DOI:
https://doi.org/10.37002/biobrasil.v12i1.1828Palavras-chave:
Avaliação de programa , iniciação científica, formação socioambiental, conservação da biodiversidadeResumo
O Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica do ICMBio (PIBIC/ICMBio) completou doze anos em 2020, propiciando a realização de pesquisas e a formação de estudantes de iniciação científica, em parceria com o CNPq. Este estudo identificou as contribuições da experiência de iniciação científica na formação acadêmica e profissional dos estudantes a partir das percepções dos egressos do PIBIC/ICMBio e suas recomendações para melhoria do programa. Para a pesquisa, aplicou-se um questionário a 76 ex-participantes do PIBIC/ICMBio que realizaram o estágio de iniciação científica entre 2008 a 2018. O estudo trouxe informações inéditas acerca do rumo profissional dos egressos do PIBIC/ICMBio e da influência do programa em suas escolhas acadêmicas e profissionais. O programa foi avaliado positivamente pelos ex-estudantes que responderam ao questionário: 98,68% deles afirmaram que recomendariam o PIBIC/ICMBio; 94,74% classificaram o programa como ótimo (75%) ou muito bom (19,74%). Essa avaliação positiva foi reforçada nos registros textuais (e opcionais) vinculadas às questões. Os respondentes apresentaram algumas recomendações para a melhoria do programa, como: ampliação da divulgação nas universidades; mais estímuloção dos resultados em periódicos científicos; e, principalmente, o aumento da oferta de vagas e bolsas de iniciação científica pelo programa. Os resultados indicam que o PIBIC/ICMBio tem contribuído com a formação de profissionais para a atuação em pesquisa na área de conservação da biodiversidade, tanto na esfera acadêmica quanto para o mercado de trabalho em geral. O programa possibilita uma interação das instâncias de graduação e pós-graduação, proporciona a aprendizagem de técnicas e métodos de pesquisa atualizados, e incita o desenvolvimento do pensamento científico e da criatividade. Recomenda-se o estímulo à continuidade dos projetos de iniciação científica após o término do estágio e ação dos resultados em periódicos científicos, assim como o aumento da oferta de bolsas e o incentivo a pesquisas na área das ciências humanas.
Downloads
Referências
Aaker DA., et al. Pesquisa de marketing. 2ª ed. São Paulo: Atlas, 2007.
Angelo ES, Oliveira CA, Oliveira M. Estudo dos egressos do programa de iniciação científica PIBIC/CNPq na área da ciência da informação. Biblos: Revista do Instituto de Ciências Humanas e da Informação, 34(01): 95-108, 2020. DOI: https://doi.org/10.14295/biblos.v34i1.11124
Araújo AM, Andriola WB. Avaliação da eficácia do programa de iniciação científica (PIBIC): estudo de caso no Instituto Federal do Ceará (IFCE). Revista Eletrônica Acta Sapientia, 7(1), 2020.
Almeida LM do AC. 1995. Sobre a iniciação científica ou sobre a difícil tarefa de formar profissionais críticos e autônomos, p. 22-24. In: Anais do I Encontro de Iniciação Científica da USF, Universidade São Francisco.
Beale CM, et al. Ten lessons for conservation of African Savannah ecosystems. Biological Conservation, 167(11): 224-232, 2013. DOI: https://doi.org/10.1016/j.biocon.2013.08.025
Bernardi MM. A importância da iniciação científica e perspectivas de atuação profissional. Biológico, (65): 1/2, 2003.
Bookstein A. Informetric distributions, part I: unified overview. Journal of the American Society for Information Science, 41(5): 368-375.1990. DOI: https://doi.org/10.1002/(SICI)1097-4571(199007)41:5<368::AID-ASI8>3.0.CO;2-C
Brasil. Lei nº 11.516, de 28 de agosto de 2007.
Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2007/lei/l11516.htm>. Acesso em: 20/10/ 2020.
Brasil. 2006. Resolução Normativa nº 17 de 2006, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico. Disponível em: <http://cnpq.br/view/-/journal_content/56_INSTANCE_0oED/10157/100352>. Acesso em: 16/10/2020.
Brasil. 2008. Portaria ICMBio nº 79, de 06 de outubro de 2008. Disponível em: <https://www.normasbrasil.com.br/norma/portaria-79-2008_205569.html>. Acesso em: 01/10/2020.
Brasil. 2018a. Portaria ICMBio nº 804, de 19 de setembro de 2018. Disponível em: <https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/portaria-n-804-de-19-de-setembro-de-2018-41603467>. Acesso em: 21/10/2020.
Brasil. 2018b. Portaria ICMBio nº 1.162, de 27 de dezembro de 2018. Disponível em: <https://www.in.gov.br/materia/-/asset_publisher/Kujrw0TZC2Mb/content/id/57218150/do1-2018-12-28-portaria-n-1-162-de-27-de-dezembro-de-2018-57217777>. Acesso em: 27/02/2021.
Bridi JCA. Atividade de pesquisa: contribuições da iniciação científica na formação geral do estudante universitário. Olhar de professor, 13(2): 349-360, 2010. DOI: https://doi.org/10.5212/OlharProfr.v.13i2.0010
Bussab WO & Morettin PA. Estatística básica. 8. ed. São Paulo: Saraiva, 2015.
CGEE (Centro de Gestão e Estudos Estratégicos). 2017. A formação de novos quadros para CT&I: avaliação do programa institucional de bolsas de iniciação científica (Pibic). 44p. Disponível em: <https://www.cgee.org.br/documents/10195/734063/PIBIC-pdf/820a833e-18e1-4a9f-a530-d649d2969398?version=1.2>. Acesso em: 16/10/2020.
CGEE (Centro de Gestão e Estudos Estratégicos). 2010. Doutores 2010: estudos da demografia da base técnico-científica brasileira. Brasília: CGEE, 508p. Disponível em: <https://www.cgee.org.br/documents/10195/734063/Doutores2010_demografiaII_02052012_7842.pdf/baf963e9-8802-49c4-b3b5-14ebf2896a02?version=1.3>. Acesso em: 20/02/2021.
CGEE (Centro de Gestão e Estudos Estratégicos). 2012. Mestres 2012: estudos da demografia da base técnico-científica brasileira. Brasília: CGEE. 428p. Disponível em: <https://www.cgee.org.br/documents/10195/734063/Mestres2012%28corrigido_18jun2013%29_9536.pdf/c01fa727-dcae-4987-8dae-44091681f317?version=1.3>. Acesso em: 20/02/2021.
Cury CRJ. Educação e contradição. 4 ed. São Paulo: Cortez/Autores Associados, 1989.
ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade) 2021. Missão. Disponível em: <https://www.icmbio.gov.br/portal/missao1>. Acesso em: 20/02/2021.
INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira). 2020. Censo da Educação Superior: notas estatísticas 2019. Brasília: INEP. 32p. Disponível em: <https://download.inep.gov.br/educacao_superior/censo_superior/documentos/2020/Notas_Estatisticas_Censo_da_Educacao_Superior_2019.pdf>. Acesso em: fevereiro/2021.
Chen H. VennDiagram: Generate High-Resolution Venn and Euler Plots. R package version 1.6.20. 2018. Disponível em: https://CRAN.R-project.org/package=VennDiagram>. Acesso em: 14/10/2020.
Efron B, Tibshirani RJ. An introduction to the bootstrap. 1993. Série: Monographs on Statistics & Applied Probability. Chapman & Hall. DOI: https://doi.org/10.1007/978-1-4899-4541-9
Feinerer I, Hornik K. Text Mining. R package version 0.7-7. 2019. Disponível em: https://CRAN.R-project.org/package=tm. Acesso em: 14/10/2020.
Fellows I. Wordcloud: Word Clouds. R package version 2.6. 2018. https://CRAN.R-project.org/package=wordcloud. Acesso em: 14/10/2020
Lüdke M. A complexa relação entre o professor e a pesquisa. 2015. In: André M. (org.). O papel da pesquisa na formação e na prática dos professores. 12 ed. 5ª reimp. Papirus.
Malhotra, N. Pesquisa de marketing: uma orientação aplicada. 4ª Ed. Porto Alegre:
Bookman, 2006.
Marconi, M de A, Lakatos, EM. 2005. Fundamentos de medotologia científica. 6ª ed. São Paulo. Atlas. 315p.
Massi L, Queiroz SL. Estudos sobre iniciação científica no Brasil: uma revisão. Cadernos de Pesquisa, 40(139), jan./abr. 2010. DOI: https://doi.org/10.1590/S0100-15742010000100009
Mattar FN. 2008. Pesquisa de marketing: metodologia, planejamento. São Paulo, 6ª Ed.: Atlas,
Moura DDN, et al. Contribuições do PIBIC/CNPq para a constituição do habitus de pesquisador. Revista Eletrônica de Educação: (14), 1-20, e3257096, jan./dez. 2020. DOI: https://doi.org/10.14244/198271993257
Pareto V. 1971. Manual of political economy. Scholars Book Shelf. 504p.
Plackett RL. Karl Pearson and the Chi-Squared Test. International Statistical Review, (51): 1, 59-72, 1983. DOI: https://doi.org/10.2307/1402731
R Core Team. R: A language and environment for statistical computing. R Foundation for Statistical Computing, Vienna, Austria. 2020. https://www.R-project.org/. Acesso em: 20/09/2020.
Sandbrook C, Adams WM, Uscher BB, Vira B. Social research and biodiversity conservation. Conservation Biology, Volume 27(6): 1487-1490, 2013. DOI: https://doi.org/10.1111/cobi.12141
Tozato HC, et al. Oficinas participativas como ferramentas para a avaliação de impacto de políticas públicas: o estudo de caso do PIBIC/ICMBio no Brasil. Revista Gestão & Políticas Públicas, 8(2), 337-359, 2018. DOI: https://doi.org/10.11606/rgpp.v8i2.176514
Venn J. On the Diagrammatic and Mechanical Representation of Propositions and Reasonings. The London, Edinburgh, and Dublin Philosophical Magazine and Journal of Science. 9 (1-18). 1880. DOI: https://doi.org/10.1080/14786448008626877
Vieira HC, Castro AE, Schuch-Júnior VF. O uso de questionários via e-mail em pesquisas acadêmicas sob a ótica dos respondentes. XIII SEEAD - Seminário em Administração. Set. 2010. ISSN 2177-3866.
Wickham H. 2016; Ggplot2: elegant graphics for data analysis. Springer-Verlag. DOI: https://doi.org/10.1007/978-3-319-24277-4_9
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2022 Elizabeth Maria Maia de Albuquerque, Fernanda Aléssio Oliveto, Ivan Salzo, Pedro Carvalho Brom

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 International License.
Os autores retêm os direitos autorais dos trabalhos publicados, que podem ser reutilizados e divulgados em outros meios, desde que a fonte de publicação original (revista Biodiversidade Brasileira) seja citada.







